1 - Los Hermanos Depois da bomba “Anna Júlia”, os talebans de Ipanema decidiram que não queriam mais o sucesso, e se esconderam num rochedo alternativo Clique aqui e assista.
2 - As Meninas O grupo quis usar o ritmo da terra de ACM para falar de política em “Xibom Bombom”. E continuou a repetir a dose, até cair no vácuo Clique aqui e assista.
3 - Cravo e Canela “Lá Vem o Negão” é um pagode auto-explicativo. Há 14 anos, o hit do quarteto paulistano faz sucesso nos videokês do Oiapoque ao Chuí Clique aqui e assista.
4 - Os Virgulóides Os rapazes misturaram rock e axé em uma letra divertida, “Bagulho no Bumba”, que conta a história de uma apreensão de drogas em um ônibus Clique aqui e assista.
5 -Replicantes O punk tardou no Brasil e não lançou muitos hits. A última cidade foi Porto Alegre, berço do hardcore universitário “Surfista Calhorda”, de 1986 Clique aqui e assista.
6 - Rosana A diva ainda hoje faz shows nos quais canta “como uma deusa/você me mantém”, da canção “O Amor e o Poder”, tema da novela Mandala Clique aqui e assista.
7 - Mc Leozinho O hit “Ela só Pensa em Beijar” chegou ao auge ao ser tocado em parceria com Roberto Carlos, no especial de final de ano da TV Globo Clique aqui e assista.
8 - Vinny O cantor trabalhou como contínuo de banco e empacotador de armazém antes de emplacar, “Heloísa, Mexe a Cadeira”. Continua tentando Clique aqui e assista.
9 - Absyntho O vocalista Sylvinho chegou a ser considerado sex symbol, apesar de sua única música famosa falar do ursinho de pelúcia Blau-Blau Clique aqui e assista.
10 - Broz Os garotos começaram como dançarinos do Rouge, no Popstars, do SBT, e despontaram para o anonimato após o reggaeton “Prometida” Clique aqui e assista.
11 - The Weather Girls A dupla feminina emplacou “It´s Raining Man” como um hino gay no mundo todo. Ah, também toca em festas de casamento e formaturas Clique aqui e assista.
12 - 4 Non Blondes Formada por quatro mulheres não-louras, só teve um disco e um single, mas a pop “What´s Up?” era tão grudenta que ganhou vários remixes Clique aqui e assista.
13 - Sean Kingston O ídolo teen veio ao Brasil na semana passada e, mesmo com um só hit, “Beautiful girls”, conseguiu lotar seu show em São Paulo Clique aqui e assista.
14 - Deee-Lite O grupo nova-iorquino fez a música “Groove is in the Heart” bombar nas rádios e na MTV. Mas ainda bem que o visual da banda não colou... Clique aqui e assista.
15 - Vanilla Ice “Ice Ice Baby”, de 1990, foi acusado de ser plágio da música “Under Pressure”, do Queen. Basta ouvir os primeiros acordes e constatar Clique aqui e assista.
16 - Steppenwolf “Born to be Wild” é uma das músicas mais tocadas por bandas cover de rock. Também é sucesso certeiro em festas de motoqueiros Clique aqui e assista.
17 - The Rembrandts A banda compôs o tema de Friends, “I´ll be There for You”, mas não conseguiu chegar nem perto dos 10 anos de sucesso da série Clique aqui e assista.
18 - Wham! A canção da dupla,“Wake me up before you go go”, só serviu para consagrar George Michael. E o outro? Não perca a lista dos esquecidos! Clique aqui e assista.
19 - Los Del Rio A melodia chiclete da dupla espanhola se espalhou mais rápido que um vírus, e os passos de “Macarena” contaminaram o planeta Clique aqui e assista.
20 - New Kids on the Block A versão americana do fenômeno pop adolescente Menudo não durou muito, e nos legou “Step by Step” - herança menos traumática que Ricky Martin Clique aqui e assista.
21 - C & C Music Factory “Gonna Make You Sweat (Everybody Dance Now)” Clique aqui e assista.
20/03/2008 Morre o ator Paul Scofield Reconhecido como um dos melhores atores britânicos de sua geração, Paul Scofield, ganhador do Oscar por O Homem que Não Vendeu sua Alma, morreu aos 86 anos de idade, vítima de uma leucemia.
Scofield era um ator reservado que evitava os holofotes e não gostava da vida glamourosa de Hollywood.
A agente do britânico afirmou que ele morreu em paz, na quarta-feira, em um hospital perto de sua casa no sul da Inglaterra.
19/03/2008 Greek agrada com tom leve e situações conhecidas
Greek – Livros, Sexo e Rock´n´Roll, que estréia no Universal Channel hoje, dia 19, às 23h, retrata o mundo universitário americano – aquele que importa, claro: as fraternidades. A série lembra a clássica Barrados no Baile, mas com narrativa atual e, importante: menos bom-mocismo.
A história gira em torno do (praticamente) nerd Rusty Cartwright (Jacob Zachar), que acaba de entrar para a fictícia Universidade Cyprus-Rhodes. Ele quer fazer parte de uma fraternidade mas, para isso, terá de aprender a lidar com as puxadas aulas do curso de engenharia e com as intensas festas. Rusty é um personagem bastante interessante, exatamente por ter em si a contradição de ser geek mas querer se divertir com os outros alunos populares.
Sua irmã mais velha, Casey (Spencer Grammer), quer ser a garota mais popular da universidade. Ela é vista como a futura presidente da fraternidade Zeta Beta Zeta, onde somente as belas, bem relacionadas e endinheiradas são aceitas. Para conseguir atingir seus objetivos precisará engolir muitos sapos, principalmente depois da chegada de Rebecca Logan (Dilshad Vadsaria), a filha mimada de um senador.
O namorado de Casey, Evan Chambers (Jake McDorman) é um bonitão com futuro promissor que preside a fraternidade almofadinha Ômega Chi Delta. Ele é o “personagem-chavão” da série: é popular mas só se sente à vontade quando seus amigos estão por perto. Ele é rival de Cappie (Scott Michael Foster), ex-namorado de Casey e presidente da fraternidade mais bagunceira de todas: a Kappa Tau Gama.
A turma principal é completada por Ashleigh (Amber Stevens), melhor amiga de Casey; Dale (Clark Duke), supernerd cristão que é colega de quarto de Rusty; e Calvin (Paul James), um calouro popular que muda de idéia de acordo com as necessidades.
A comédia dramática tem tom leve e logo nos primeiros episódios abre muitas possibilidades. Percebe-se que os manda-chuvas da série dão bastante possibilidade para o crescimento desses persongens coadjuvantes. Inicialmente o maior destaque entre eles é Calvin, que já abre suas asas e parece poder assumir sua homossexualidade – ou ser arrastado do armário por força – em breve.
Greek agradou o público na sua primeira temporada nos Estados Unidos: foi a série original mais assistida por adultos entre 18 e 34 anos. Os motivos são fáceis de identificar: trata de um tema conhecido, conta com atores jovens e bonitos, tem bons diálogos e boas sacadas. Resta saber se o público brasileiro vai se identificar com as locações e situações tipicamente americanas.
19/03/2008 Estréia nos cinemas, dia 21: Delírios O diretor Tom DiCillio narra com formato pop, que às vezes lembra videoclipes, a história de Cinderella às avessas. O personagem principal é Toby (Michael Pitt, de Os Sonhadores), um morador de rua sem grandes perspectivas, mas que tem o sonho de se tornar ator. Ele conhece o paparazzo pouco ético Les Galantine (Steve Buscemi, de Cães de Aluguel e Fargo), de quem acaba se tornando ajudante, em troca de um lugar para dormir. Em um lance do destino, Toby encontra-se com a cantora pop K´Harma (Alison Lohman), por quem se apaixona.
O filme vai bem no começo, com narrativa ágil e colorida e enfoque diferente da cidade de Nova Iorque, não se limitando a mostrar os pontos turísticos. Mas se perde em chavões e obviedades no final. Até mesmo um pequeno suspense, numa vingança de Les Galantine, não funciona. O filme termina com sensação de déja-vu.
18/03/2008 Horton estréia em 1º lugar no Brasil e nos EUA
O filme sobre o simpático elefante Horton estreou em primeiro lugar nos Estados Unidos, arrecadando mais de US$ 45 milhões no primeiro final de semana. Foi a melhor estréia do ano. No Brasil, a animação também foi bem, sendo logo de cara o mais visto por mais de 270 mil expectadores e arrecadando cerca de R$ 2,3 milhões.
A premissa de Horton e o Mundo dos Quem! não é nova, mas funciona: um personagem sonhador deve provar a todos que não está maluco. É a história do avoado Horton (voz de Jim Carrey), que escuta um barulho vindo de uma partícula de poeira que flutua no ar, e descobre nela uma cidade chamada Quemlândia, que está em perigo. A animação, feita pela mesma equipe de A Era do Gelo, tem roteiro baseado em um livro escrito há 50 anos pelo escritor e cartunista Dr. Seuss - ele também criou a história que deu base ao filme O Grinch.
Ao contrário das animações 3-D mais recentes, onde a ação é dividida entre um grupo de personagens, Horton é um herói solitário, que contracena mais com o prefeito um tanto confuso de Quemlândia (Steve Carell), a quem nunca vê. Por causa desse contraste dos mundos, o filme se divide em dois: a história de Horton, que quer salvar Quemlândia da destruição, provar que ela existe e fugir dos inimigos na floresta; e a do prefeito, que quer avisar à população da cidade que eles correm perigo e ainda tem de lidar com sua esposa e seus 97 filhos - sendo que só um é menino, o adolescente JoJo. Uma das seqüências mais deliciosas é a de Horton atravessando uma ponte, espertamente intercalada pela cena do prefeito de Quemlândia indo ao dentista.
Apesar de Horton não ter o humor dúbio consagrado por Shrek, que agrada a adultos e crianças, consegue satisfazer a ambos com seu belo roteiro e encantar com a qualidade técnica e sonora.
O intérprete e compositor Seal tem avô paterno brasileiro, e afirma que tem influências da música nacional. "Como vocês dizem, a música brasileira está no sangue." Entre os artistas que mais gosta, citou Dorival Caymmi, Sérgio Mendes, Astrud Gilberto e Gilberto Gil. Mas suas duas principais influências são mesmo Marvin Gaye e Frank Sinatra. Já entre as mulheres, ele destaca o talento de Sade e a “voz fantástica” de Amy Winehouse.
Em seu último trabalho, System, que dá base ao show, Seal dividiu o microfone com sua esposa, a top model Heidi Klum, na canção "Wedding Day". "Cantarmos juntos foi uma idéia natural, já que Heidi está sempre cantarolando pela casa".
Seal ganhou destaque no Brasil com a canção “Kiss from a Rose”, utilizada como trilha sonora do filme Batman Eternamente, em 1996. Ele ganhou três Grammy com essa música: gravação do ano, canção do ano e melhor performance vocal masculina.
Antes de despontar como cantor, se formou em arquitetura e trabalhou em Londres como engenheiro elétrico e designer de roupas de couro. No começo dos anos 90, Seal chamou atenção na cena de house music e se tornou rapidamente o maior intérprete da década criando uma fusão de soul, folk, pop, dance e rock.
Shows:
São Paulo HSBC Brasil (antigo Tom Brasil) - www.hsbcbrasil.com.br Quando: 26 e 27 de março
Rio de Janeiro HSBC Arena (antigo Rio Arena) - www.hsbcarena.com.br Quando: 29 de março
Curitiba Teatro Positivo - www.teatropositivo.com.br Quando: 1º de abril
Porto Alegre Pepsi on Stage - www.pepsionstage.com.br Quando: 03 de março
18/03/2008 Nine Inch Nails promove festival on-line A banda de rock industrial Nine Inch Nails anunciou a criação de um festival dentro do YouTube, e o tema é... Fantasmas!
Funciona assim: vale pegar qualquer faixa da banda e criar um videoclipe do jeito que o internauta desejar. Um time, que inclui o vocalista Trent Reznor, vai escolher os melhores.
A própria banda avisa: isso não é um concurso, ou seja: não há premiação. O que a banda quer é usar a internet para interagir com os fãs. Ficou curioso? Vai lá: www.youtube.com/ninofficial
14/03/2008 Maria Rita abraça a juventude com seu samba
Na última quinta-feira (13), a cantora Maria Rita trouxe para São Paulo a turnê de Samba Meu, seu terceiro CD que já vendeu mais de cem mil cópias. Das músicas do novo disco, a cantora deu prioridades para os sambas mais agitados, como Corpitcho, O homem falou, Maria do Socorro, Tá Perdoado, Casa de Noca e Num corpo só.
Também não faltou espaço para sucessos de seus dois primeiros CDs, como Encontros e Despedidas, Menininha do Portão, A festa , Santa Chuva, Muito Pouco, Cara Valente e Caminhos das águas. As duas últimas, cantadas em coro pela platéia que lotou o Citibank Hall, aparecem com arranjos repaginados, reforçados com a chegada, na banda, de mais uma percussão (agora são duas) e o violão, instrumento que não aparecia nas turnês anteriores da cantora.
Após o show, Maria Rita surpreendeu cerca de 40 pacientes fãs que a aguardavam, por mais de uma hora, na porta do camarim. Depois de se trocar, ela atendeu os pedidos de autógrafos e respondeu a algumas perguntas dos fãs. “Quem fez sua roupa?”. “Você está linda!”. “Ué, ninguém vai falar que o show foi bom?”, pergunta Maria Rita. “Da próxima vez, vou vir vestida de freira, assim vocês só prestam atenção nas músicas”, brinca a cantora. De fato, o ‘corpitcho bacana’ de Maria Rita, com barriguinha de fora e as pernas à mostra, chama atenção. Discreta, ela não costuma revelar nas entrevistas o que a fez mudar o visual.
A certa altura, uma fã “reclama” que a cantora está muito carioca e que ela deveria vir mais para São Paulo. “Pronto! Estava demorando”, retruca Maria Rita. “Não mudou nada, gente. Só me mudei”, diz. Os fãs cobram um DVD de Samba Meu. A cantora diz que vai ter, apesar de não saber quando e nem onde será gravado. “Grava aqui em São Paulo”, insiste a fã.
O que a estréia de Samba Meu em São Paulo revelou é que o público de Maria Rita vem se renovando. Se quando ela iniciou a carreira, a maior parte de seu público eram os órfãos de sua mãe, Elis Regina, agora, no terceiro disco e com uma trajetória consolidada, os jovens começam a tomar grande parte dos lugares da platéia de seus shows. Eles idolatram as canções de Marcelo Camelo (Santa Chuva e Cara Valente, ambas do primeiro trabalho da cantora), deliciam-se com os sambas inéditos gravados pela cantora (Num corpo só e Tá perdoado, as duas de Arlindo Cruz) e reverenciam os grandes da MPB como Milton Nascimento ( A Festa e Encontros e Despedidas) Mérito do samba? Isso só os próximos trabalhos de Maria Rita é que vão dar a respostas.
O fato é que sua staff e sua gravadora já perceberam essa aproximação dos jovens. Em São Paulo, a rádio Nova Brasil FM já toca um remix de O homem falou, produzido pela gravadora da artista, a Warner Music, que ganhou samplers e ficou bem parecia com a bossa eletrônica que tanto sucesso faz nas pista do mundo todo. Também está previsto para este mês de março o lançamento do clipe da música Num corpo só, com direção de Hugo Prata.
Madonna, que completa 50 anos em agosto de 2008, está com tudo e não está prosa: a artista acaba de divulgar a ousada capa de seu novo CD, Hard Candy.
A cantora, que acabou de entrar para o Rock'n Roll Hall Of Fame, está sempre antenada com as tendências musicais: agora, acrescentou uma batida hip-hop ao som dançante e fez parcerias com artistas como Timbaland, Justin Timberlake e Pharrell Williams (do Neptunes). O primeiro single retirado deste disco, "4 Minutes", chega às rádios de todo o planeta na próxima segunda-feira, dia 17 de Março.
14/03/2008 Não chame pelo nome - um concurso de títulos esdrúxulos
O que você faria se, na livraria, se deparasse com um livro chamado As mulheres São Humanas? e outros diálogos internacionais? - se não quiser ouvir uma reação furiosa, nem tente perguntar a uma feminista de plantão. E o que esperar de outro chamado Fui Torturado pela Rainha Pigméia do Amor?. Uma história almodovariana cujo cenário é a os recônditos africanos? Seja qual for a qualidade da obra (e da capa da obra, como se vê nas imagens acima), uma coisa é certa: são títulos ruins. A empresa britânica The Bookseller, contudo, não se contenta em elencar, com a ajuda de editores, funcionários de livrarias e bibliotecários espalhados pelo mundo, os títulos de mau gosto, redundantes ou sem pé nem cabeça. Eles premiam o pior - ou seria o melhor? - dentre os piores. O prêmio existe desde 1978, quando “venceu” o título Procedimentos do Segundo Workshop Internacional sobre Ratos Nus. O campeão no ano passado foi Os Carrinhos de Supermercado Perdidos no Leste da América do Norte: um Guia para Identificação de Área - ufa!
Esse ano concorrem, além das pérolas já citadas, Como Escrever um Livro Sobre Como Escrever, A Resolução dos Problemas do Queijo - hein? -, Pessoas que Importam em Southend e Além: do Rei Canute ao Doutor Feelgood e, pasmem: Se você Quer o Fechamento de sua relação, comece com suas pernas. Delicado, não é?
Se você já tem um preferido, pode votar. É só acessar o site da editora e responder à enquete. O nome do agraciado será conhecido a partir do dia 28 de março.
Os bailarinos do Grupo Corpo, uma das melhores companhias de dança do Brasil, posaram para a campanha publicitária da joalheria H. Stern. E não só: eles vão apresentar um balé especialmente para divulgar a nova coleção da grife, toda inspirada na trajetória do Corpo. O espetáculo Lecuona será dançado hoje, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, com ingressos esgotados. No catálogo da coleção, há imagens (feitas por José Luiz Pederneiras, do Grupo Corpo) que mostram os bailarinos usando as jóias. Apesar da estranha parceria comercial, o resultado ficou bonito. Mas esse catálogo me deixou pensando. É claro que os artistas precisam de patrocínio. No entanto, será que uma parceria publicitária, ostensiva desse jeito, não pode colocar em dúvida a reputação e a independência do Corpo? Não sei. O que vocês acham?
A premissa não é nova, mas funciona: um personagem sonhador deve provar a todos que não está maluco. Horton e o Mundo dos Quem! conta a história do simpático e avoado elefante Horton (voz de Jim Carrey), que escuta um barulho vindo de uma partícula de poeira que flutua no ar, e descobre que nela existe uma cidade chamada Quemlândia, que está em perigo.
A animação, feita pela mesma equipe de A Era do Gelo, tem roteiro baseado em um livro escrito há 50 anos pelo escritor e cartunista Dr. Seuss - ele também criou a história que deu base ao filme O Grinch.
Ao contrário das animações 3-D mais recentes, onde a ação é dividida entre um grupo de personagens, Horton é um herói solitário, que contracena mais com o prefeito um tanto confuso de Quemlândia (Steve Carell), a quem nunca vê.
Por causa desse contraste dos mundos, o filme se divide em dois: a história de Horton, que quer salvar Quemlândia da destruição, provar que ela existe e fugir dos inimigos na floresta; e a do prefeito, que quer avisar à população da cidade que eles correm perigo e ainda tem de lidar com sua esposa e seus 97 filhos - sendo que só um é menino.
Uma das seqüências mais deliciosas é a de Horton atravessando uma ponte, espertamente intercalada pela cena do prefeito de Quemlândia indo ao dentista.
Apesar de Horton não ter o humor dúbio consagrado por Shrek, que agrada a adultos e crianças, consegue satisfazer a ambos com seu belo roteiro e encantar com a qualidade técnica e sonora.
Horton e o Mundo dos Quem! tem estréia prevista para 14 de março.
Maria Augusta Ramos filmou Juízo sem alívios estéticos a crua realidade de jovens infratores, mostrando julgamentos na II Vara de Infância do Rio de Janeiro, efetuados, em sua maioria, pela juíza Luciana Fiala de Siqueira Carvalho.
Como a identificação de menores é proibida por lei, a diretora utilizou adolescentes que vivem em situação similar a dos infratores, trazendo impressionante veracidade ao documentário. Todos os outros personagens do filme são reais: advogados, familiares e empregados do Instituto Padre Severino, unidade de internação para adolescentes infratores localizado na Ilha do Governador, RJ.
A figura forte do filme é a juíza Luciana, que lida com assaltantes, traficantes e homicidas de forma dura, tentando trazer os jovens à realidade e mostrar a eles conseqüência de seus atos. Por vezes Luciana fala como uma conselheira, colocando-se como amiga dos menores, outras vezes mostra-se impaciente com a incapacidade de compreensão básica dos jovens – vale ressaltar que a linguagem jurídica é fator que dificulta a comunicação.
Os jovens conseguirão melhorar de vida? Levarão a sério sua segunda chance? Os centros de detenção ajudam na reeducação? A família irá apoiá-los? O documentário responde essas questões, mas deixa uma em aberto: como os responsáveis pelos julgamentos conseguem dormir após um dia de trabalho?
O documentário tem estréia prevista para 14 de março.
A Disney mais uma vez mostra sua vocação de realizar sonhos como em Cinderella. Só que dessa vez não é só a princesa que experimenta o sapatinho de cristal. O príncipe também tem de provar que seu pé cabe no tênis da moda.
High School Musical, uma das maiores febres adolescentes da TV americana, vai virar filme no Brasil. Para viver os protagonistas da história, Troy Bolton (interpretado no original por Zac Efron) e Vanessa Anne Hudgens (Gabriella Montez), a Disney criou um concurso no estilo de American Idol. O programa High School Musical - A Seleção estréia em 15 de março no Disney Channel, às 19h, e no dia seguinte no SBT, às 13h.
Mais de 18 mil pessoas entre 16 e 24 anos de todo o Brasil se inscreveram pela internet. Desses, 4 mil foram chamados ao Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, para participar da primeira etapa.
É o que mostra o primeiro episódio. Os candidatos têm poucos minutos para mostrar que sabem cantar e dançar e tentar alcançar seu sonho. Mas engana quem pensa que é fator importante ser parecido com os atores do filme americano: o que importa é ter talento, atitude, técnica e ser original, deixam claro os jurados já no primeiro programa.
Para a segunda fase da seleção foram escolhidos mil jovens. Somente no quinto episódio os fãs saberão quem são os 18 selecionados ¬– o programa deve ficar no ar por três meses. Ao final, todos saberemos quem será o novo casal dos sonhos da Disney. Aí vai ser só esperar para conferir o filme na telona.
Os jurados: “Ronnie” - Ronald Kneblewski Responsável pelas aulas e ensaios musicais
Tati – Tatiana Sanchis Elabora coreografias e ensina dança na casa
Joba – Jonathas Lulo Abdala Ensinar e aprimorar a atuação dos finalistas
Alexandre Schiavo Responsável da gravadora Sony BMG
A fundação britânica Wellcome Trust premia anualmente algumas das melhores imagens feitas a partir de pesquisas médicas. Elas retratam a Ciência de forma artística e "contribuem para a compreensão da medicina moderna e da Ciência".
Além da imagem das hemáceas (abaixo), foram selecionadas outras 21 - clique aqui para vê-las.
Como adiantou o Mente Aberta, o novo filme do diretor Fernando Meirelles, Blindness, inspirado na obra Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, está bastante sujo.
O diretor postou em seu blog quais os principais problemas apontados por executivos e público na sessão-teste: 1) Cena de estupro muito forte 2) Cenas de estupros muito longas 3) Muitas cenas de estupro 4) Filme muito intenso 5) Filme difícil de assistir
Por isso, Meirelles está amenizando o filme.
E ele se pergunta: "Estaria me vendendo ao mercado? 'Talvez sim', sugeriu minha mulher. 'Obviamente que sim', afirmou minha filha. Mas é claro que eu neguei."
Basta esperar para ver. E torcer para que o DVD venha recheado de extras. Leia mais em Diário de Blindness.
Hannah Montana é uma das séries de maior sucesso nos Estados Unidos. No final de abril, os fãs poderão assistir ao filme Hannah Montana e Miley Cyrus - Show: o Melhor dos Dois Mundos, gravado durante a turnê de 2007. Confira abaixo as 40 séries bem sucedidas, de hoje e do passado, dirigidas ao público teen. Sugira, opine.
1 - Hannah Montana (2006-?) - Conta a história de Miley Cyrus, que tem vida dupla. Durante o dia, vai à escola como uma menina normal; à noite, vira uma famosa cantora pop.
2 - Barrados no Baile (1990-2000) - Os gêmeos Brandon e Brenda mudam-se do interior dos EUA para Beverly Hills, e passam por provações desde o colégio até a universidade.
3 - Everybody Hates Chris (2005-?) - O comediante Chris Rock usou suas experiências de infância para criar a série, na qual defende a tese de que o filho mais velho sempre leva a culpa.
4 - Malhação (1995-?) - No ar desde 1995, a série serve como escola de atores para a TV Globo. O cenário de fundo original era uma academia, mas hoje é um colégio.
5 - Confissões de Adolescente (1994) - A atriz adolescente Maria Mariana escreveu diários que foram publicados e adaptados para a TV e teatro. Foi o primeiro trabalho de Débora Secco.
6 - Gossip Girl (2007-?) - Uma blogueira anônima narra histórias de um grupo de adolescentes ricos de Nova York. O programa é baseado nos famosos livros de Cecily Von Ziegesar.
7 - Smalville (2001-?) - Narra a adolescência de Clark Kent, o Super-Homem, que tem de lidar com problemas típicos de sua idade e descobrir como usar seus poderes.
8 - Dawnson´s Creek (1998-2003) - Com roteiro leve, tratava de problemas adolescentes. Projetou a atriz Katie Holmes, atualmente casada com Tom Cruise.
9 - The O.C. (2003-2007) - Famílias endinheiradas de um balneário da Califórnia têm suas vidas alteradas com a chegada de Ryan, um adolescente problemático.
10 - Os Waltons (1972-1981) - A história era ambientada nos anos 30, durante a Grande Depressão. John Boy e sua família sempre se desejavam boa noite ao final do programa.
11 - Blossom (1991-1995) - A jovem de 15 anos enfrenta a adolescência sem sua mãe, que separou-se de seu pai e foi tentar carreira de cantora em Paris. Blossom se vê cercada somente pelos pais e irmãos.
12 - Anos Incríveis (1988-1993) - Apresentou questões sociais e eventos históricos do final dos anos 60 e início dos anos 70, vistos através dos olhos do protagonista Kevin Arnold.
13 - Felicity (1998-2002) - A protagonista decide estudar em NY para ir atrás de um grande amor da época da escola.
14 - Punky - A Levada da Breca (1984-1988) - Penélope "Punky" Brewster é uma garota abandonada pelos pais e que tem como compania somente seu cão Pinky. Ela descobre um apartamento vago em um prédio e passa a viver lá.
15 - Laguna Beach: the Real Orange County (2004-?) - O programa da MTV Americana é uma mistura de reality show e seriado de ficção. Mostra a vida de adolescentes ricos que vivem na California.
16 - Melrose Place (1992-1999) - Tratava do dia-a-dia dos jovens moradores de um condomínio em Los Angeles. Foi baseada no sucesso de Barrados no Baile.
17 - One Tree Hill (2003-?) - Dois meio-irmãos competem não só pelo controle na quadra de basquete, mas também pelo coração da bela Peyton.
18 - Família Dó-Ré-Mi (1970-1974) - Shirley Partridge é a mãe dos seis membros da banda The Partridge Family, que viajava pelos EUA em um ônibus para se apresentar.
19 - That 70´s Show (1998-2006) - Os coloridos anos 70 são cenário de fundo para narrar as descobertas e confusões de um grupo de seis amigos. Revelou Ashton Kutcher, que casou com a atriz Demi Moore.
20 - Veronica Mars (2004-2007) - A protagonista Veronica é filha do ex-xerife da cidade de Neptune, e usa seu tempo livre para trabalhar como investigadora particular.
21 - What I Like About You (2002-2006) - Holly é uma garota de 16 anos com boas intenções, mas que sempre se mete em problemas.
22 - Rebelde (2004-2006) - A série mexicana fez tanto sucesso que virou grupo musical e chegou até a ser indicado ao Grammy Latino de 2006.
23 - Skins - Juventude à Flor da Pele (2007-?) - A polêmica série inglesa acompanha um grupo de adolescentes cujo dia-a-dia envolve drogas, bebidas, sexo e muitas festas.
24 - Perdidos no Espaço (1965-1968) - A história do seriado se passa no futuro. A espaçonave Júpiter II leva a família Robinson ao espaço, para colonizar um planeta em Alfa Centauri.
25 - H2O, Meninas-Sereias (2006-?) - Na série australiana, as amigas Nanda, Cleo e Drica ganham caudas de peixe e poderes misteriosos.
26 - Greek (2007-?) - Se passa na fictícia faculdade Cyprus-Rhodes e foca a vida dos irmãos Rusty e Casey - o primeiro é um típico nerd, já Casey é uma popular veterana.
27 - Fallen (2006) - Em seu 18° aniversário Aaron Corbett ser metade humano metade anjo e que está envolvido numa batalha entre forças celestiais opostas.
28 - Kenan & Kel (1996-1999) - O seriado americano feito pela Nickelodeon mostrava as aventuras de dois amigos. Virou o filme Duas Cabeças São Melhores do que Nenhuma.
29 - Sétimo Céu (1996-2007) - Narra a rotina de um pastor, sua mulher e seus sete filhos, abordando assuntos como gravidez na adolescência, abuso de álcool e drogas, racismo e violência nas escolas.
30 - As visões de Raven (2003-2006) - A comédia conta a história da adolescente Raven Baxter, que tem o dom de prever o futuro.
31 - Cory na Casa Branca (2007-?) - Depois do final da série As Visões da Raven, o Disney Channel traz de volta parte do elenco para uma nova série.
32 - Power Rangers (1993-1996) - Inspirada nas séries clássicas japonesas, a série americana mostrava adolescentes suporpoderosos enfrentando monstros.
33 - Um Maluco no Pedaço (1990-1996) - A série foi o primeiro grande trabalho de Will Smith. Ele se muda do interior para morar com seus tios e primos.
34 - Armação Ilimitada (1985-1988) - O clássico dos anos 80 mostrava os heróis aventureiros Juba e Lula surfando e enfrentando situações inusitadas em companhia do inesquecível Bacana.
35 - Eu, a Patroa e as Crianças (2001-2005) - A série cômica mostra como os pais lidam com problemas de seus filhos - dois adolescentes e uma criança.
36 - Drake e Josh (2004-?) - A mãe de Drake e o pai de Josh decidem se casar, o que faz com que os dois rapazes acabem tendo de morar juntos.
37 - Manual de Sobrevivência Escolar do Ned (2004-?) - Relata o dia-a-dia dos alunos na escola James K. Polk Middle. A história é centrada em Ned Bigby, que escreve um manual dando dicas para sobreviver na escola.
38 - Hidden Palms (2007) - A série gira em torno de Johnny, um jovem que depois de ver seu pai cometer suicídio, muda-se para a cidade de Palm Springs com sua mãe e padrasto.
39 - Zoey 101 (2005) - A escola Pacific Coast Academy, que sempre foi exclusiva para meninos, passa a aceitar meninas. Estrelado por Jamie Lynn Spears, irmã de Britney Spears.
40 - The Suite Life of Zack and Cody - Comédia sobre os gêmeos idênticos Zack e Cody, que moram no Tipton Hotel com sua mãe solteira.
07/03/2008 Colunista faz parodia de Lindsay e Marilyn O satírico jornalista americano Michael Musto resolveu tirar um sarro do recente ensaio fotográfico que Lindsay Lohan fez para a revista New York, em fevereiro. A atriz encarnou Marilyn Monroe na sua última sessão de fotos, em 1962. Até o fotógrafo foi igual: Bert Stern que tirou os retratos de Marilyn seis semanas antes de ela ser encontrada morta em sua casa, na Califórnia, por overdose de barbitúricos.
A versão de Lindsay para o ensaio é bem mais sensual, com a atriz aparecendo quase nua em boa parte das imagens. O colunista da revista americana Village Voice, Michael Musto não perdoou.
Para criticar a falta de originalidade na inspiração das atrizes, que sempre usam Marilyn como parâmetro, Musto se deixou fotografar parodiando o célebre ensaio.
Seminu e de peruca loira, apareceu em poses hilárias, mordendo um lenço rosa, deitado de bruços, fazendo caras e bocas e até segurando flores postiças sobre os mamilos. E ainda escreveu em sua coluna no Village Voice o motivo do protesto: “Heath Ledger morreu pelado, mas boa parte das estrelas femininas de hoje em dia vive pelada”.
07/03/2008 Justin Timberlake produz remake latino O astro pop americano Justin Timberlake foi na onda de sucesso de Betty, A Feia e resolveu produzir uma versão do programa peruanoa Mi Problema con las Mujeres (Meu Problema com as Mulheres).
A série conta a história de José, um jovem solteiro que quer manter relação estável com uma mulher.
A estréia será somente em 2009 e irá ao ar pela rede de TV NBC. Vai se chamar Problem nos Estados Unidos.
Bob Dylan não cantou no seu primeiro show no Via Funchal em São Paulo, na quarta-feira. O show não teve iluminação, passagem de som ou mesmo som. O quinteto que acompanhou Dylan era bom, mas soou desconjuntado. Na realidade, a ocasião foi mais religiosa que musical. Diante do totem, todos fizemos nossas catarses. Mas não digam que Dylan ainda canta. Ele grunhe, sussurra, soluça. Ouça no YouTube o desempenho dele em Dallas, em “Lay lady lay”. É um clássico que ele não cantou em São Paulo. A voz de Dylan é um trovejar ao longe. Uma reminiscência de anos de ouro. Dylan é um totem. E um totem não ensaia nem canta. Espera apenas que lhe rendamos graças. (Luís Antônio Giron)
Os caras da banda Aurélios criaram uma revista virtual para se promover. Bem, não exatamente se promover, porque eles pouco ou nada falam da banda. É mais porque eles amam revistas. Emir Ruivo, nosso colaborador inconstante, é o criador de uma meticulosa lista sobre trilhas sonoras de cinema. Ele ranqueou os 50 filmes em que a música não é apenas um recurso – torna-se uma das estrelas.
04/03/2008 Viúva produz filme sobre Bob Marley Rita Marley está produzindo uma cinebiografia sobre seu falecido marido, o ícone do reggae Bob Marley. Ela quer que seu neto Stefan, a quem considera sósia do cantor, interprete o avô. E para fazer o papel da própria Rita ela quer nada mais nada menos que Lauryn Hill - que é sua nora. Assim fica fácil.
O filme relatará a infância do músico e os 15 anos do casamento deles, que terminou com a morte de Bob em 1981, em decorrência de câncer.
Ainda sem título, o longa está previsto para começar a ser rodado no início de 2009. Ele pode chegar aos cinemas antes do documentário de Martin Scorsese sobre o cantor, que tem lançamento previsto para 2010.
"Hard Candy", novo trabalho da diva pop Madonna, deverá ser lançado mundialmente em 28 de abril.
A cantora, que está sempre antenada com as tendências musicais, utiliza batidas hip-hop em parcerias com Timbaland - o produtor mais procurado do momento -, e Justin Timberlake, entre outras.
O primeiro single será "4 Minutes", com lançamento previsto para o final de março.
Madonna já vendeu mais de 200 milhões de cópias ao longo de sua carreira de mais de 20 anos e entrará para o Hall da Fama do Rock and Roll em dia 10 de março.
02/03/2008 Cinqüenta anos depois, a festa continua...
Show na praia de Ipanema provou que – apesar de cinqüentona – a bossa nova ainda é adorada pelo público
A bossa nova nasceu, sem dúvida, da famosa batida diferente do violão de João Gilberto, imortalizada no disco Canção do amor demais, lançado por Elizeth Cardoso em 1958. Mas ela não teria sido o que é se não fossem as famosas reuniões da turma da zona sul carioca na casa da cantora Nara Leão (1942-1989), em Copacabana. Lá, Roberto Menescal, Carlos Lyra, Ronaldo Bôscoli (1928-1994), Sérgio Mendes e muitos outros compuseram clássicos do gênero, tudo embalado por muito uísque.
Outro centro de reuniões da turma do ‘amor, do sorriso e da flor’ era o Beco das Garrafas, uma viela escondida em Copacabana, que abrigava boates onde nomes como Tom Jobim, Sylvia Telles, Leny Andrade e Baden Powell se apresentavam.
A comemoração dos 50 anos de bossa nova reviveu um pouco o clima dessas reuniões. Em 29 de fevereiro, dia bissexto, artistas como Joyce, João Donato, Zimbo Trio, Roberto Menescal, Oscar Castro Neves, Leny Andrade e Fernanda Takai, do Pato Fu, se encontraram em um estúdio do Jardim Botânico para acertar os últimos detalhes do show que aconteceria no dia seguinte, na Praia de Ipanema.
O clima de reencontro não era saudosista. O que se sentia era um imenso prazer de tocar e cantar juntos novamente. De mostrar que a bossa ainda está viva, de que a vontade de fazer música é a mesma de cinqüenta nos atrás.
O primeiro a ensaiar é o Zimbo Trio, representante paulista da turma. Eles iam abrir o show com Gabriela, de Tom. A batida mais acelerada no fim da música, depois de um início mais lento, empolga Leny Andrade. “Vai ser difícil entrar no estúdio depois deles. Ficou lindo!” Descontraída, ela faz uma brincadeira com a chegada de Joyce, que ia cantar junto com João Donato. “Olha, me desculpe, mas aqui não aceitamos universitárias.”
Donato também está animado. Após o primeiro ensaio, ele se vira para Menescal e pergunta: “Menesca, quanto tempo teremos no show?”. “Bom, é livre, mas não pode ser muito longo.” E Donato bate de volta: “Sete minutos para cada música, está bom?.” E “Menesca” ri. “Menos, uns quatro. Senão o show não vai acabar nunca.”.
Minutos antes de entrar no estúdio, pergunto a Menescal sobre o disco de Fernanda Takai, só com canções gravadas por Nara Leão, numa roupagem mais pop – entre elas Diz que fui por aí, de Zé Keti, Odeon, de Ernesto Nazareth e Vinícius de Morais, e Luz Negra, de Nelson Cavaquinho. “Eu adorei. Você sabe que sempre achei que a Fernandinha tem muito da Nara?”. Ele confessa, então, a vontade de “roubar” Fernanda para a bossa.
Do estúdio para o palco No dia seguinte, o ambiente da reunião no estúdio é transferido para o Posto 10 de Ipanema. Após um dia quase inteiro de chuva, São Pedro, ou melhor, São Sebastião, padroeiro do Rio, decide dar uma força e o tempo feio vai embora.
Miéle, um dos apresentadores do show, é um dos primeiros a chegar à área vip. Pacientemente, começa a atender a imprensa. Entre uma entrevista e outra, consegue um copo de uísque, inseparável companheiro desde os tempos das reuniões na casa de Nara.
O compositor Carlos Lyra é outro que segura, com orgulho, seu copo. “Olha, a bossa nova só deu certo porque existia a classe média”, diz, sem receio algum, para quem lhe pergunte por que o movimento conquistou o público na época. “Éramos meio alienados, sim. Enquanto todos estavam preocupados com o regime militar, a gente queria cantar ‘o amor, o sorriso e a flor’”.
O show começa, com a mesma animação da noite anterior. Leila Pinheiro abre a festa, ao lado do violonista Oscar Castro Neves. Os dois trocam olhares carinhosos. O público logo entende o espírito do show e acompanha, da areia, o clima suave da bossa.
A comemoração prossegue: Emílio Santiago, Leny Andrade, Zimbo Trio (aplaudido diversas vezes durante a execução de seu número), Wanda Sá, Marcos Valle, Bossacucanova (e sua empolgante mistura de bossa e música eletrônica) e Maria Rita. Maria Rita? Sim. A cantora, que em seus discos e shows parece estar bem longe do sotaque cool da bossa, se arrisca em Corcovado e Samba do Avião, ambas de Tom. Ela se deu bem? Bom, a julgar pelos aplausos do público, foi aprovada. A mais aplaudida da noite.
O final, como não poderia ser diferente, trouxe todos de volta ao palco. Juntos, eles cantam Se todos fossem iguais a você, de Tom de Vinícius. A emoção é evidente. Dá para perceber quando Emílio Santiago se aproxima de Maria Rita e pede que ela cante, ao que ela responde: “Estou muito emocionada para cantar.”
O show passa, mas a alegria continua nos camarins. Mais uísque, mais entrevistas, trocas de elogios, abraços e uma reunião para um bolo preparado pela produção do espetáculo. A frase de Miéle, “Até daqui a 50 anos”, ganha um sentido maior que o da brincadeira: a vontade de que a reunião em torno de um banquinho e um violão seja, realmente, eterna.
A devassidão e a infidelidade fazem parte do currículo de muitas estrelas da música. Mesmo assim, os artistas são capazes de se apaixonar e até sofrer por amor. Quem foram as maiores musas (e "musos") de alguns artistas populares?
1 - Pattie Boyd - George Harrison compôs "Something" para ela. Depois, Eric Clapton apaixonou-se por Pattie e compôs "Layla". Ela abandonou Harrison
2 - Celina Sjostedt - Mulher de um músico de Chico Buarque, ela inspirou "Cecília" e foi flagrada aos beijos com o compositor na Praia de Ipanema
3 - Kate Moss - A modelo chegou a dar canja com o ex-amado Pete Doherty, mas nem isso salvou o tumultuado relacionamento do fim
4 - Blake Fielder-Civil - O sucesso de Amy Winehouse no último Grammy não teria acontecido se Blake não a tivesse trocado por uma ex-namorada
5 - Dona Zica - A mulher de Cartola o inspirou a compor "As Rosas não Falam". "Tive Sim" é outro hino romântico endereçado à companheira
6 - Yoko Ono - Além de inspirar a fase pacifista de John Lennon, o conturbado casamento rendeu "Jealous Guy" e "Mind Games"
7 - Marianne Faithfull - Seu envolvimento com Mick Jagger traduziu-se em canções famosas dos Rolling Stones: "As Tears Go By" e "Wild Horses"
8 - Nina Hagen - A roqueira alemã, com seu treinamento vocal em ópera, impressionou o cantor Supla. Ele compôs para ela "Garota de Berlim"
9 - Angela Bowie - Conseguiu inspirar dois dos maiores astros do rock. David Bowie escreveu a canção "The Pretiest Star"; já Mick Jagger teria escrito "Angie"
10 - Anselmo Feleppa - O brasileiro namorado de George Michael, que morreu de hemorragia cerebral, ganhou homenagem na bela canção "Jesus to a Child"
Confira outras musas:
11 - Jennifer Love Hewitt - Protagonista de filmes de terror como "Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado" e estrela do seriado "Ghost Whisperer", foi musa inspiradora do cantor John Mayer, seu ex-namorado. Ele compôs para ela a canção "Your Body is a Wonderland", algo como "Seu corpo é o país das maravilhas".
12 - Helô Pinheiro - É a mais famosa das musas no Brasil. Quando tinha apenas 15 anos, a caminho do mar, deixou Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes boquiabertos e virou a eterna "Garota de Ipanema".
13 - Courteney Cox - A atriz, famosa pela interpretação da personagem Monica em "Friends", inspirou a canção "Monkey", do Counting Crows. Na época, ela namorava Adam Duritz, vocalista da banda.
14 - Cássia Eller - A roqueira ganhou homenagem de Renato Russo, que escreveu para ela a música "1º de Julho", que diz: "Sou fera,sou bicho/sou anjo e sou mulher/ sou minha mãe, minha filha/ minha irmã, minha menina/, mas sou minha, só minha/e não de quem quiser/sou Deus, tua Deusa, meu amor".
15 - Lucy O´Donnel - Lucy in The Sky With Diamonds", de John Lennon, ao contrário do conhecido, não tem nada a ver com a droga alucinógena LSD, popular nos anos 1970. A música foi inspirada por uma colega de escola de Julian, filho de Lennon, que fez um desenho da amiguinha Lucy O´Donnel.
16 - Amélia dos Santos Ferreira - A "mulher de verdade", foi musa inspiradora do samba de Ataulfo Alves e Mário Lago, composto em 1941. Amélia chamou a atenção dos compositores pelos elogios feitos pela cantora Aracy de Almeida, para quem trabalhou como empregada doméstica.
17- Gisele Bündchen - A top foi fonte de inspiração da canção "Tributo a Gisele", feita pelo novato Gabriel Guerra.
Fernando Meirelles apostou num ambiente sujo para seu novo filme "Blindness", inspirado no romance Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago. Para quem leu o livro fica óbvio que o longa não pode ser limpinho.
Fontes próximas ao diretor que assistiram ao copião afirmam que muitas cenas são além da imaginação.
"Ao perder a visão, os personagens fazem o percurso da desumanização, passam a se mover pelo instinto de sobrevivência", diz Meirelles em seu blog.
E o que achou a estrela do filme, Julianne Moore? "Meirelles é fantástico", diz.
Blindness tem estréia marcada para agosto nos Estados Unidos e setembro no Brasil.
A festa de 80 anos do Oscar, no Kodak Theatre em Los Angeles, foi a mais previsível dos últimos anos. Uma festa morna, como tem acontecido de ano para ano. De alguma forma, a cerimônia está voltando aos tempos primitivos, quando não passava de um encontro corporativo dos associados da Academia de Cinema de Hollywwod. As estrelas hoje não caem mais na armadilha do mau gosto, vestem-se cada vez melhor, adotando as grifes mais famosas. Os atores também mantêm a compostura e ostentam igualmente trajes de grife. As falas foram quase protocolares, e isso inclusive nas piadas. O glamour está mais austero na capital do cinema. A exceção ficou para roteirista Diablo Cody, da ótima comédia de costumes Juno. Diablo animou a noite com seu aspecto indie e a espontaneidade.
O que interessa é o resultado. Como ÉPOCA afirmou na edição 509, o grande vencedor da noite foi o faroeste de terror Onde os Fracos Não Têm Vez, de Ethan e Joel Coen, mas quem deveria ganhar deveria ter sido Sangue Negro. Onde os Fracos Não Têm Vez é um filme violento, com um criminoso cruel (Anton, vivido por Javier Berdem) e que vence pela ambientação e a idéia de fundo, que está no romance de Cormac McCarthy: o choque da mudança dos tempos sobre um xerife (Tommy Lee Jones). Anton, na realidade, é um símbolo. Símbolo da alteração dos tempos, uma força inevitável que não depende do gosto ou da vontade de quem a experimenta. Isso faz lembrar frases como a do filósofo Jacques Derrida: “O novo sempre se apresenta na espécie da monstruosidade”. O filme levou a afirmação ao pé da letra... É um longa que capta o sinal dos tempos, e enterro dos valores do velho oeste, numa grande atuação de Bardem.
Curiosamente, um filme mais crítico e alegórico do nascimento da América, como Sangue Negro, ganhou apenas dois prêmios, entre eles o de melhor ator para Daniel Day-Lewis. A sátira à religião e à cobiça talvez tenha sido um prato muito indigesto para os tradicionais membros votantes do Oscar. Mas é um filme muito mais interessante e artístico que Onde os Fracos não têm Vez. Day-Lewis mereceu o prêmio por sua construção de um explorador de petróleo sem ética alguma que a do dinheiro. Foi um dos vários reconhecimentos na noite aos talentos europeus. A interpretação de Marion Cotillard como Piaf é um desses momentos especiais em que o cinema transcende o cinema. Não só porque a bela atriz de 32 anos consegue ficar feia, mas porque traz o personagem da cantora Edith Piaf de volta à vida, tocando profundamente as emoções da platéia.
Para quem esperava, além do glamour exuberante de outros anos (com muito de brega), um pouco de cinema edificante, o Oscar ficou a dever. Mas arte não é ética. É estética. E a violência hoje comove mais que dramas familiares ou dúvidas existenciais.
Editor de Cultura e Quem Acontece. Mestre em Musicologia, doutor em Artes Cênicas pela USP, autor dos livros Ensaio de Ponto, Minoridade Crítica e Mário Reis, o Fino do Samba.
Martha Mendonça
é jornalista e escritora do Rio de Janeiro.
Nelito Fernandes
é jornalista, tem a mente aberta mas é heterossexual.
Gisela Anauate
é repórter de Mente Aberta, autora do livro Dissonantes (sem editora, se alguém quiser, por favor, contate), sobre cinco músicos nada convencionais.