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07/12/2007
O que ouvem os imortais – ou as músicas que não devem morrer

Parece que até a Academia Brasileira de Letras adora uma lista. Para comemorar seus 110 anos em 2008, eles planejaram uma seleção de músicas a serem lançadas no CD. O nome é que é meio esquisito: “Inquestionáveis”. São 17 as canções que para os membros da ABL merecem, indiscutivelmente, participar da lista. Entre elas, Aquarela do Brasil, com o célebre verso “Esse coqueiro que dá coco”. Já surgiram novas listas, algumas publicadas na net. No Globo, Joaquim Ferreira dos Santos fez o convite e alguns importantes críticos lançaram suas listas, entre eles o editor do nosso blog, Luís Antônio Giron.
Como esse negócio de não questionar não é muito com a gente nem com você, leitor de Mente Aberta, decidimos publicá-la aí justamente para o que vocês já estão imaginando: discordar. Se não lembrar o nome das músicas, basta clicar em cima e ver a letra. E fica a pergunta a ser respondida: para você, caro leitor, quais as letras mais bonitas da música popular brasileira?
As "17 inquestionáveis" da Academia Brasileira de Letras - Chão de Estrelas (Silvio Caldas/ Orestes Barbosa) - Casinha pequenina (Domínio público) - Feitiço da Vila (Noel Rosa/ Vadico) - Luar do Sertão (Catulo da Paixão/ Cearense/ João Pernambuco) - Samba da minha terra (Caymmi) - Odeon (Nazareth/ Ubaldo Sciangula) - O bêbado e a equilibrista (João Bosco/ Aldir Blanc) - As rosas não falam (Cartola) - A flor e o espinho (Nelson Cavaquinho/ Guilherme de Brito) - Aquarela do Brasil (Ary Barroso) - A mesma rosa amarela (Capiba) - Carinhoso (Pixinguinha/ João de Barro) - Chega de saudade (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes) - Felicidade (Lupicinio Rodrigues) - Quem te viu, quem te vê (Chico Buarque) - Amanheceu, peguei a viola (Renato Teixeira) - Azulão (Jaime Ovalle/ Manuel Bandeira)
(Laila Abou Mahmoud) |
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| Luís Antônio Giron |
| Editor de Cultura da Época. Jornalista, escritor e crítico. Doutor em Artes Cênicas pela USP, Mestre em Musicologia pela USP. Doutor e Mestre pela USP. Autor dos seguintes livros: Ensaio de Ponto (romance, 34, 1998), Mario Reis, o Fino do Samba (biografia, 34, 2001), Minoridade Crítica (ensaio de história cultural, Ediouro/Edusp, 2004), Até Nunca Mais POr Enquanto (contos, Record, 2004), Teatro Completo de Gonçalves Dias (edição, organização, estabelecimento de texto, ensaio introdutório), A Bacanal do Espírito: Gonçalves Dias Folhetinista (a sair pela Record), Crônicas reunidas de Gonçalves Dias (organização, ensaio introdutório, estabelecimento de texto, a sair pela Record). |
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Martha Mendonça
é jornalista e escritora do Rio de Janeiro.
Nelito Fernandes é jornalista, tem a mente aberta mas é heterossexual.
Gisela Anauate é repórter de Mente Aberta, autora do livro Dissonantes (sem editora, se alguém quiser, por favor, contate), sobre cinco músicos nada convencionais.
Marcelo Zorzanelli,
repórter, ex-publicitário convertido.
Denerval Ferraro Jr.
é editor da seção Quem Acontece, é crítico de cinema e de gastronomia.
Laila Abou Mahmoud é repórter de Época Online, paulistana, pisciana, apaixonada por música popular brasileira e por boa prosa.
Marcelo Bernardes é jornalista e trabalha há 14 anos em Nova York.
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Danilo Casaletti é jornalista do Online de Época.
Ana Paula Galli é repórter do Online de Época.
Rafael Pereira
é jornalista e diverte-se com os amigos tocando rock n' roll. |
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