15/10/2007
Made in Cabo Verde para ganhar o mundo



Ela nasceu em Cuba, cresceu em Cabo Verde e já morou em Angola, Senegal e Alemanha. Fala francês, português, crioulo. Gravou com Lenine, Chico Buarque, Charles Aznavour e foi premiada esse ano na Alemanha. Seus músicos são do Camarões e do Brasil. O nome dela é Mayra Andrade.

A mais nova promessa da world music da Sony se apresentou na quarta-feira (10) no Bourbon Street e na quinta-feira (11), véspera do feriado, na Choperia do Sesc Pompéia, em São Paulo. Interpretando ritmos como morna, coladera, funana e batuque com uma voz rouca e potente, Mayra marcou por sua intensidade nas interpretações, desenvoltura no palco e, claro, beleza. As composições de seu primeiro CD Navega, de 2006 - ainda sem previsão de lançamento no Brasil - traziam um toque sofisticado de jazz mas, ao mesmo tempo, muito animação. Destaque para a rasgante e ao mesmo tempo doce interpretação de Samba e Amor, de Chico Buarque.

O público aplaudiu a performance e até cantou junto em francês o refrão da bela Comme s’il en pleuvait, expressão que quer dizer “Como se chovesse”. A apresentação contou ainda com uma canja de Mariana Aydar na interpretação da dançante Tunuka, gravada pela paulistana no seu disco Kavita 1.



Espie no Youtube o clipe da música e tenha a prova de que, por mais que não caiba a comparação, a partir de agora, quando alguém falar “ daquela cantora imperdível de Cabo Verde”, além da diva de pés nus Cesária Évora, outra jovem promessa com certeza será lembrada.


(Laila Abou Mahmoud)


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Luís Antônio Giron
Editor de Cultura da Época. Jornalista, escritor e crítico. Doutor em Artes Cênicas pela USP, Mestre em Musicologia pela USP. Doutor e Mestre pela USP. Autor dos seguintes livros: Ensaio de Ponto (romance, 34, 1998), Mario Reis, o Fino do Samba (biografia, 34, 2001), Minoridade Crítica (ensaio de história cultural, Ediouro/Edusp, 2004), Até Nunca Mais POr Enquanto (contos, Record, 2004), Teatro Completo de Gonçalves Dias (edição, organização, estabelecimento de texto, ensaio introdutório), A Bacanal do Espírito: Gonçalves Dias Folhetinista (a sair pela Record), Crônicas reunidas de Gonçalves Dias (organização, ensaio introdutório, estabelecimento de texto, a sair pela Record).
 
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