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30/08/2007
Parceria inédita de Vinicius e Tom
 O Poetinha Vinicius de Moraes nos anos 60, quando virou astro bossa-novista
Estou me deliciando com a leitura da edição Cancioneiro Vinicius de Moraes - Biografia e Obras Selecionadas (Jobim Music, dois volumes: primeiro - 304 págs., segundo- 176 páginas, R$ 215,00). A caixa, com dois livros, organizada por Paulo Jobim, filho de Tom, e Susana Moraes, filha de Vinicius, compreende uma biografia, escrita pelo jornalista Sérgio Augusto, álbum de 57 partituras e canções com as principais canções de Vinicius e parceiros - sete delas com letra e música do poetinha. Vinicius teve 15o parceiros. Mas a parceria com Antônio Carlos Jobim (1927-1994), iniciada em 1955, rendeu provavelmente o que a MPB produziu de mais refinado: “Se todos fossem iguais a você”, “Garota de Ipanema”, “Insensatez”. Na pesquisa para o Cancioneiro, Paulo Jobim lembrou-se de uma canção inédita de Tom e Viníicius, intitulada “Por onde andará o amor”. Tom planejou gravar a música no CD Antonio Brasileiro, mas acabou tirando a faixa do álbum, que acabou sendo o seu derradeiro. Paulo conta que escreveu a música de memória, basando-se num manuscrito com a letra de Vinicius, ainda com o título Tarde Triste, que ele encontrou entre os papéis do acervo do Instituto Antonio Carlos Jobim. “Por onde andará o amor” é uma canção lenta em compasso quaternário e muito breve. O poema, agora publicado, é construído em versos redondilha maior e dividdo em três estrofes. Diz o que segue:
Quem, numa tarde triste Andou procurando amor Quem, se o amor existe Um dia encontrou o amor
Ah, esse apelo triste Que vem do silêncio em mim Ah, numa tarde assim Por onde andará o amor?
Vem, coisa mansa e triste E sai desta solidão E diz que existe a paz No seio (tempo) da paixão Dá até para imginar isso em música. Além disso, há a música embudita nos versos.
(Luís Antônio Giron) |
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| Luís Antônio Giron |
| Editor de Cultura da Época. Jornalista, escritor e crítico. Doutor em Artes Cênicas pela USP, Mestre em Musicologia pela USP. Doutor e Mestre pela USP. Autor dos seguintes livros: Ensaio de Ponto (romance, 34, 1998), Mario Reis, o Fino do Samba (biografia, 34, 2001), Minoridade Crítica (ensaio de história cultural, Ediouro/Edusp, 2004), Até Nunca Mais POr Enquanto (contos, Record, 2004), Teatro Completo de Gonçalves Dias (edição, organização, estabelecimento de texto, ensaio introdutório), A Bacanal do Espírito: Gonçalves Dias Folhetinista (a sair pela Record), Crônicas reunidas de Gonçalves Dias (organização, ensaio introdutório, estabelecimento de texto, a sair pela Record). |
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