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23/08/2007
Ganhe muito mais que quinze minutos de fama

O Mente Aberta quer descobrir, entre seus leitores, novos talentos. Foi assim com a literatura e vai ser agora com a música. Se você é compositor, canta, tem uma banda e morre de vontade de gravar um disco, essa é a hora. Inscreva-se no Festival Mente Aberta e mostre o que você sabe. O vencedor do concurso virtual vai ganhar três dias de gravação nos estúdios da parceira Trama, com toda orientação profissional que merece.
Para saber mais, acesse www.festivalmenteaberta.com.br e conheça os pré-requisitos para fazer um upload de um ou mais vídeos de apresentaçãos do grupo - sem edição e sem efeitos especiais. Daí em diante é ensaiar e torcer.
Importante: não vale quem já gravou disco ou que só toque música instrumental. Mas você pode se inscrever tocando os mais diversos ritmos.
É a oportunidade de divulgar seu trabalho com a ajuda de quem entende. Mais que quinze minutos de fama, você pode aqui dar o pontapé inicial para uma carreira inteira.
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24/08/2007
Sertão livremente roseano em quadrinhos

Os quadrinhos de autor inspirados em histórias da literatura seguem contabilizando relançamentos. Enquanto adaptações de livros como “Assassinato no Expresso Oriente”, de Agatha Cristie, foram anunciadas na Grã-Bretanha para celebrar os 31 anos da morte da autora, o Brasil pode se orgulhar de uma homenagem a um nome muito menos lido que a criadora de Poirot. Mas muito mais inventivo ao retratar a fala e a forma do sertanejo brasileiro. E que morreu há 30 anos.
“Estórias Gerais” (Conrad) faz referência, logo no título, ao mestre Guimarães Rosa. Mas não espere encontrar adaptações. Não declaradamente. O argumento é de Wellington Srbek, com o traço de Flavio Colin. O álbum, conforme divulga a editora, foi produzido em 1998, ganhou tradução e publicação na Espanha em 2006 e agora é editado em papel reciclado e com um depoimento inédito de Colin no Brasil.
A narrativa se passa na década de 1920 e conta a história de dois grupos de bandoleiros que irão se enfrentar em Buritizal, no norte do estado de Minas Gerais. O chefe de um dos bandos, Mortalma, seria o filho do Demo e com ele teria feito um pacto, conforme corre à boca do povo. Um jornalista é enviado então para apurar a história e se envolve no conflito. Para quem espera a abundância de neologismos de Guimarães Rosa - ainda que se valha das “adverbiações” em palavras como “derrepentemente” - ou a riqueza de personagens como Augusto Matraga, talvez seja o caso de desenterrar da estante títulos como “Primeiras Estórias” e “Sagarana”. Para quem quiser diversão em quadrinhos com barulho de tiro e vaquejada em paisagem sertaneja, pode ser essa a chance.
(Laila Abou Mahmoud)

Para ler as primeiras 30 páginas, acesse: http://www.lojaconrad.com.br/trecho/estorias_p1.asp
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24/08/2007
Pequenas coisas da vida

A peça “Pequenos Milagres” é uma cuidadosa reunião de histórias de gente comum. Ela foi inspirada no livro Achei Que Meu Pai Fosse Deus, do americano Paul Auster, que colheu cartas enviadas ao seu programa de rádio e as transformou em contos. A trupe mineira Grupo Galpão, que comemora 25 anos de existência com “Pequenos Milagres”, também foi atrás de depoimentos reais para criar o espetáculo. Por meio de uma campanha intitulada “Conte sua História”, o diretor Paulo de Moraes e a trupe chegaram às quatro narrativas que se intercalam na peça. “Cabeça de cachorro” leva um menino do interior até a capital paulista carregando parte de um cão decepado para análise da Vigilância Sanitária. Em “O pracinha da FEB”, há as lembranças de um solado que lutou na Itália na 2a Guerra Mundial. “O Vestido” tem como personagem uma menina humilde e sua obsessão por uma roupa. E o par que compõe “Casal Náufrago” briga muito até participar de um programa de TV. As historietas, que aparentemente nada têm de extraordinário, se transformam em esquetes emocionantes. Divertidos, às vezes dramáticos. Como a vida. O Grupo Galpão se despede dos palcos paulistanos no domingo e chega a Brasília, no Festival Cena Contemporânea. Depois, segue para o Rio de Janeiro, onde se apresenta durante 5 semanas.
(Gisela Anauate)
“Pequenos Milagres” São Paulo – até 26 de agosto Teatro SESC Anchieta do SESC Consolação (Rua Dr. Vila Nova, 245 - Vila Buarque - Telefone: 11.3234.3000) Horários: sexta e sábado, às 21h. Domingo, às 19h. Lotação: 320 lugares Duração: 1h40 Classificação Etária: 12 anos Preço: de sexta a domingo - R$ 30,00; R$ 15,00 (usuário matriculado e dependentes). R$ 10,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes); Bilheteria: De segunda à sexta, das 12h30 às 21h; sábados das 9 às 21h.
Brasília Teatro Nacional Cláudio Santoro Dias 29 e 30 de agosto de 2007. Tel para informações: (61) 3325-6239 / 625
Rio de Janeiro De 5 a 30 de setembro
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| Luís Antônio Giron |
| Editor de Cultura da Época. Jornalista, escritor e crítico. Doutor em Artes Cênicas pela USP, Mestre em Musicologia pela USP. Doutor e Mestre pela USP. Autor dos seguintes livros: Ensaio de Ponto (romance, 34, 1998), Mario Reis, o Fino do Samba (biografia, 34, 2001), Minoridade Crítica (ensaio de história cultural, Ediouro/Edusp, 2004), Até Nunca Mais POr Enquanto (contos, Record, 2004), Teatro Completo de Gonçalves Dias (edição, organização, estabelecimento de texto, ensaio introdutório), A Bacanal do Espírito: Gonçalves Dias Folhetinista (a sair pela Record), Crônicas reunidas de Gonçalves Dias (organização, ensaio introdutório, estabelecimento de texto, a sair pela Record). |
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