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    <title>Mente Aberta</title>
    <link>http://www.menteaberta.globolog.com.br</link>
    <description>Artes e idéias</description>
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      <title>As 20 maiores loucuras do Monty Python A partir da esquerda: Eric Idle, Graham Chapman, Michael Pali...</title>
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      <pubDate>Sat, 28 Jun 2008 00:04:04 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.menteaberta.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;&lt;b&gt;As 20 maiores loucuras do Monty Python&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;monty.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;A partir da esquerda: Eric Idle, Graham Chapman, Michael Palin, John&lt;br/&gt;Cleese, Terry Jones e Terry Gilliam&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Por RICARDO ALEXANDRE*&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Está cegando às lojas o DVD &lt;i&gt;Monty Python’s Flying Circus – A Quarta Série Completa&lt;/i&gt; (Sony Pictures) com a última temporada do programa que consagrou o Monty Python como a mais anárquica trupe humorística da História.&lt;br/&gt;Com a série completa, mais os filmes para cinema (também lançados aqui), os brasileiros têm acesso a praticamente toda a obra “oficial” do sexteto inglês, que foi muito além do formato do esquete humorístico, se espalhando por música, teatro, multimídia e na própria carreira dos “Beatles do humor”.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;The Funniest Joke in the World&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;Ponto alto do primeiro episódio, &lt;i&gt;Whiter Canada?&lt;/i&gt; (5/10/1969), o esquete conta, em farsesco tom documental, a história de uma certa piada tão engraçada que matava de rir quem a lesse.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/Sr5HpgV42LQ&amp;hl=pt-br&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/Sr5HpgV42LQ&amp;hl=pt-br&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;“Liberty Bell (March)”&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;O tema de abertura do &lt;i&gt;Flying Circus&lt;/i&gt;, composto em 1893 por John Phillip Sousa, era usado na troca da guarda do Palácio de Buckingham. Após o sucesso do show, a realeza, constrangida com o caráter humorístico que a música adquiriu, abriu mão de sua utilização.&lt;br/&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=49c-_YOkmMU&amp;feature=related&quot;&gt;http://www.youtube.com/watch?v=49c-_YOkmMU&amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Dead Parrot&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;O “maior esquete humorístico de todos os tempos”, segundo a revista &lt;i&gt;Nerve&lt;/i&gt;, está no oitavo episódio, &lt;i&gt;Full Frontal Nudity&lt;/i&gt; (7/12/1969). Em uma loja de animais, John Cleese tenta devolver, em vão, um papagaio que lhe foi vendido morto.&lt;br/&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=XcA0WIDOkbs&quot;&gt;http://www.youtube.com/watch?v=XcA0WIDOkbs&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=JDK1ISQkp80&amp;NR=1&quot;&gt; http://www.youtube.com/watch?v=JDK1ISQkp80&amp;NR=1&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Censura&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;O grupo vivia tendo problemas com a Censura. Afinal, o programa era transmitido pela estatal BBC. Para driblar maiores problemas, criaram um personagem (Graham Chapman, justo o primeiro a dizer “shit” na TV) que, vestido de soldado, simplesmente interrompia as piadas que estivessem indo muito além da conta.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Discos&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;Entre 1970 e 1983, o grupo lançou dez álbuns, misturando piadas com canções. Os Pythons inovaram muito nos formatos: havia desde gravatas com LPs encartados “de graça” até uma bizarra “edição executiva” (cujo único bônus era uma faixa com uma locução que dava parabéns ao comprador pela escolha) da trilha do filme &lt;i&gt;Em Busca do Cálice Sagrado&lt;/i&gt;.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Spanish inquisition&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;Três clérigos sádicos torturam personagens com ferramentas pouco usuais como escorredores de louça e travesseiros de plumas. Eles surgem ao longo do episódio 15, &lt;i&gt;Spanish Inquisition&lt;/i&gt; (22/09/1970), da segunda temporada.&lt;br/&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=0-oQpSvo3Wk&quot;&gt; http://www.youtube.com/watch?v=0-oQpSvo3Wk &lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;“Ministry of Silly Walks”&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;Uma cruel sátira aos subsídios do governo inglês. Nesse esquete, do episódio &lt;i&gt;Face the Press&lt;/i&gt; (15/9/1970), Michael Palin pede ao “Ministro do andar tolo” uma bolsa para que seu andar se torne ainda mais tolo.&lt;br/&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=IqhlQfXUk7w&amp;feature=related&quot;&gt; http://www.youtube.com/watch?v=IqhlQfXUk7w&amp;feature=related &lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Cartuns&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;O único americano do grupo era o cartunista Terry Gilliam, responsável pelos surreais desenhos animados usados na série, por toda a identidade visual do grupo e por pequenos papéis.&lt;br/&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=az5HglZBoso&quot;&gt; http://www.youtube.com/watch?v=az5HglZBoso &lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Argument Clinic&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;Michael Palin tenta aprender a discutir em uma clínica especializada – e um tanto desonesta. Do episódio 29, “The Money Program”, de 2/12/1972.&lt;br/&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=ppK6sxz6epk&quot;&gt; http://www.youtube.com/watch?v=ppK6sxz6epk&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Spam&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;O jargão “spam”, usado hoje na internet, surgiu aqui. No esquete, a palavra spam (até então um tipo de carne embutida barata) é repetida virulentamente por uma dona de um bar, por seus clientes e por um grupo de vikings (!). O episódio é da segunda temporada do show (15/12/1970).&lt;br/&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=BIWk5bGno58&quot;&gt; http://www.youtube.com/watch?v=BIWk5bGno58&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;A separação&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;John Cleese deixou o grupo no fim de 1972. Ele achava que estava se repetindo. De fato, a quarta série teve apenas seis episódios, a maior parte aproveitando roteiros antigos ainda inéditos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;O Cálice Sagrado&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;Por nove anos a partir de 1974, o grupo se dedicou aos filmes, paralelamente às carreiras individuais. O primeiro longa foi &lt;i&gt;Monty Python em Busca do Cálice Sagrado&lt;/i&gt;, uma sátira à lenda do Rei Arthur repleta de nonsense. Bancado em parte por bandas como Pink Floyd e Led Zeppelin, o filme estreou em abril de 1975, com grande sucesso.&lt;br/&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=RDM75-oXGmQ&quot;&gt; http://www.youtube.com/watch?v=RDM75-oXGmQ &lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;The Rutles&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;Em 1979, Eric Idle produziu &lt;i&gt;All You Need is Cash&lt;/i&gt;, uma “documentira” para a BBC sobre o grupo The Rutles, uma paródia da história dos Beatles, com participação do velho colaborador do Monty Python Neil Innes, além de Mick Jagger, Paul Simon e até de George Harrison.&lt;br/&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=0513ONl1Vv4&quot;&gt; http://www.youtube.com/watch?v=0513ONl1Vv4&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;“Always look on the bright side of life”&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;Composta por Eric Idle, “Olhe sempre para o Lado Positivo da Vida” era o que o personagem-título ouvia no filme &lt;i&gt;A Vida de Brian&lt;/i&gt; (1979) enquanto era crucificado. A música chegou ao número 3 da parada britânica e, acredite ou não, foi entoada pelo grupo em pleno velório de Graham Chapman, em 1989.&lt;br/&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=jHPOzQzk9Qo&quot;&gt; http://www.youtube.com/watch?v=jHPOzQzk9Qo &lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Hollywood Bowl&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;O filme &lt;i&gt;O Sentido da Vida&lt;/i&gt;, de 1983,foi a última reunião do time original. Aproveitando sua passagem por Hollywood, os Pythons se apresentaram no show lançado em DVD como &lt;i&gt;Ao Vivo no Hollywood Bowl&lt;/i&gt;. Destaque para o quadro das “Olimpíadas Tolas”, com provas como “Maratona para incontinentes” e os “100 metros para pessoas sem senso de direção”.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=16iNk1hLJt4&quot;&gt;http://www.youtube.com/watch?v=16iNk1hLJt4&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;A Morte de Graham Chapman&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;A morte de Graham Chapman, em outubro de 1989, foi motivo de mais uma série de piadas. Logo em seu velório, brincaram que, como Chapman havia sido o primeiro a dizer “shit” na televisão, John Cleese seria o primeiro a dizer “fuck” em um velório.&lt;br/&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=fsHk9WC7fnQ&quot;&gt;http://www.youtube.com/watch?v=fsHk9WC7fnQ&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;CD Rom&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;Em 1994, no auge da era do CD-Rom, o grupo lançou &lt;i&gt;Complete Waste of Time&lt;/i&gt;, uma reunião de joguinhos, animações e recados para secretária eletrônica, que ganhou o CODiE Awards como melhor programa de estratégia.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Concert for George&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;A mais recente das (raras) reuniões ocorreu em 2002 para um tributo ao amigo George Harrison. Cantaram a pornográfica “Sit on My Face” e mostraram seus traseiros para a elegante platéia do Royal Albert Hall.&lt;br/&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=Xck9FaO_zA4&quot;&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Xck9FaO_zA4&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Spamalot&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;O musical &lt;i&gt;Spamalot&lt;/i&gt;, uma adaptação de Eric Idle para &lt;i&gt;O Cálice Sagrado&lt;/i&gt;, estreou em 2005 na Broadway com enorme sucesso, ganhando até o Tony Award. A peça fez de Idle o mais bem-sucedido de todos os ex-pythons. Está em cartaz em Londres.&lt;br/&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=1h8XlW5S0tI&amp;feature=related&quot;&gt; http://www.youtube.com/watch?v=1h8XlW5S0tI&amp;feature=related &lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Extras dos DVDs&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;Novos exemplos do humor do grupo aparecem nas edições em DVD de seus filmes: &lt;i&gt;O Cálice Sagrado&lt;/i&gt; vem com uma opção de legendas “para quem não gosta do filme” (um texto adaptado de &lt;i&gt;Henrique IV&lt;/i&gt;, de Shakespeare); &lt;i&gt;O Sentido da Vida&lt;/i&gt; tem uma “trilha de comentários para solitários”, com frases para fazer companhia ao espectador.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;* Ricardo Alexandre é editor-chefe da revista “Monet”. Visite também seu site pessoal, &lt;a href=&quot;http://www.causapropria.com.br&quot;&gt;www.causapropria.com.br&lt;/a&gt;.</description>
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      <title>Caio procura Dulce O personagem Caio de Almeida é uma mistura de Caio Fernando Abreu com Guilherme d...</title>
      <link>http://www.menteaberta.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Sat, 28 Jun 2008 00:00:00 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.menteaberta.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;Caio procura Dulce&lt;/font&gt; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;maite_ eriberto.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O personagem Caio de Almeida é uma mistura de Caio Fernando Abreu com Guilherme de Almeida Prado. Ele foi criado pelo primeiro, escritor gaúcho morto com Aids em 1996.  É protagonista do semi-autobiográfico romance &lt;i&gt;Onde Andará Dulce Veiga?&lt;/i&gt;, que marca o estilo underground e finamente literário que  consagrou Abreu. Agora, o personagem ganhou vida no cinema. Nas mãos do inventivo Guilherme de Almeida Prado, que foi amigo do escritor, ganhou também um nome que une seus dois autores – o roteiro de &lt;i&gt;Onde Andará Dulce Veiga? &lt;/i&gt; foi escrito por ambos, em 1987. Na história, um jornalista (Eriberto Leão) se apaixona por uma roqueira lésbica (Carolina Dieckmann). Ele tem como missão procurar a mãe da moça, uma cantora sumida há 20 anos. A diva Dulce é vivida por Maitê Proença. O filme marca a estréia de Leão e de Carolina nos cinemas. Já Maitê é figura constante em longas, inclusive nos de Guilherme de Almeida Prado: fez &lt;i&gt;A Dama do Cine Shangai&lt;/i&gt; (1987) e &lt;i&gt;A Hora Mágica &lt;/i&gt; (1998). Que o elenco de atores de novela não engane. Prado fez carreira com um cinema autoral, cheio de referências. Em &lt;i&gt;Onde Andará Dulce Veiga&lt;/i&gt;, as alusões ao cinema noir se misturam com os diálogos de Caio Fernando Abreu com a cultura pop. O resultado é uma conversa maluca entre esses dois mundos, ambientada nos anos 80. “Há muita coisa moderna naquilo que Caio escreveu”, diz Prado, em entrevista a ÉPOCA.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;GAP.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Época: O roteiro de Onde Andará Dulce Veiga foi escrito antes mesmo do romance. Por que demorou tanto para sair do papel?&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;Guilherme de Almeida Prado: Eu e Caio escrevemos o roteiro juntos, em 1987. Ele transformou a história em romance porque acreditou que assim alavancaria o filme. De fato, o livro fez sucesso. Mas, nos anos 90, com o governo Collor, o cinema brasileiro acabou. Não tínhamos como filmar. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Época: E por que escolheu filmar o roteiro agora?&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;GAP: Parece que foi uma coisa das estrelas, do Caio, mesmo (risos). Em 87, eu havia acabado de fazer A Dama do Cine Shangai, que tinha uma atmosfera anos 40. Então, o objetivo de Onde Andará Dulce Veiga? era filmar algo que tivesse a ver com nosso tempo, com aquilo que estávamos vivendo. Quando Caio morreu, em 1996, guardei o roteiro na gaveta. Achei que ia ficar uma coisa velha, que o tempo tinha passado. Em 2002, fui fazer um workshop de roteiros em Sundance e descobri que poderia inscrever dois projetos. Acabei inscrevendo o Onde Andará Dulce Veiga além do meu projeto principal. Não esperava que fosse ele o escolhido! Então fiquei discutindo o roteiro com cinco consultores. Eu dizia que achava que o filme estava velho, mas eles chamaram a atenção para que eu me concentrasse naquilo que era mais atual. Na questão da fama rápida, por exemplo, que é um tema importante. Assim, o filme renasceu em mim. Comecei a vê-lo com outra perspectiva. Há muita coisa moderna naquilo que Caio escreveu. A busca por Dulce Veiga daria um videogame, em que o personagem passa por vários caminhos tortuosos para chegar ao seu objetivo. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Época: O quanto do Caio autor tem o Caio personagem?&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;GAP: Muito. O roteiro original era menos autobiográfico, e o personagem não se chamava Caio de Almeida, que é uma brincadeira com nossos nomes. Quando fiz a versão pós-Sundance, o personagem ficou mais parecido com o Caio. Coloquei uma narração em off, que retirei de trechos do romance, para mostrá-lo mais como escritor. No roteiro original, ele era só jornalista. Não que eu quisesse, mas o personagem tem muito do jeito do Caio de falar, de andar, de fumar sem parar. A máquina de escrever usada no filme é igualzinha à que ele usava. E se o Caio fosse escolher um ator para interpretá-lo, ele chamaria um bonitão como o Eriberto Leão (risos). &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Época: A narração em off deixou o filme mais literário?&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;GAP: Não. Acho que ela dá a dimensão poética da obra do Caio. Sua literatura é muito coloquial. Quando você lê em voz alta, fica muito bem. Achei que colocar a narração funcionaria quase como uma música, marcando o estilo literário do Caio. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Época: Falando em música, como foi concebida a trilha sonora?&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;GAP: Trabalho sempre com Hermelino Neder. Quando fiz o roteiro, queria compor um hit da Dulce Veiga, um bolerão que ficasse na cabeça das pessoas. Hermelino é muito clássico, então fez uma música sofisticada – essa música deixei para Dulce cantar no final do filme. Ainda estava atrás de um bolero, de algo mais popular, para a música principal do filme. E pensei que poderíamos pegar uma música manjada e colocar outra letra. Lembrei de “Meditação”, que é uma das músicas mais famosas do Tom Jobim. As pessoas não conhecem tão bem a letra, de Nilton Mendonça, que é chique, filosófica. Então compus uma letra mais popular. Queria criar a sensação, no espectador, de que a música provoca alguma lembrança. É a mesma sensação que o personagem Caio tem ao ouvir a Márcia, filha da Dulce Veiga, cantando “Meditação”. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Época: Quem é a cantora que faz a voz de Dulce Veiga?&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;GAP: Testei várias cantoras até chegar a Izy Gordon (intérprete paulista). Precisava de uma cantora muito boa, mas que também tivesse um timbre parecido com o da Maitê Proença. Queria alguém um pouco rouca, com um vozeirão de uma Maysa. E consegui. Maitê sabe cantar, já fez musicais. Mas ela mesma falou que não dava para interpretar uma música como uma grande cantora. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Época: Carolina Dieckmann canta as músicas da roqueira Márcia?&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;GAP: Sim. Eu trabalhava com a hipótese de chamar uma cantora para a voz da Márcia, mas Carolina disse que faria. Então, testamos. Hermelino, que é muito exigente, disse: “a menina canta”. Carolina gravou várias músicas do filme antes mesmo de começarmos as filmagens. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Época: Alguns acham seu trabalho meio “cabeça”. Acha que o filme vai ser bem recebido?&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;GAP: Já disseram que ele não tem potencial comercial. Não quero ficar rico ou famoso, mas faço filmes para as pessoas assistirem (risos). &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;(Gisela Anauate)&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title>Labirinto até o fimPeça do grupo Pessoal do Faroeste revela um passado negro da cidade de São Paulo,...</title>
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      <pubDate>Fri, 27 Jun 2008 17:50:11 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.menteaberta.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;Labirinto até o fim&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;i&gt;Peça do grupo Pessoal do Faroeste revela um passado negro da cidade de São Paulo, ligado a ideais eugenistas e à juventude hitlerista&lt;/i&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;labe.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Depois de encenar o cotidiano de um cortiço em “Re-bentos” e a história real de um descendente de escravos acusado de ter abusado e assassinado três garotos em “Os Crimes do Preto Amaral”, o grupo de teatro Pessoal do Faroeste encerra a chamada Trilogia Degenerada com a peça “Labirinto Reencarnado”, em cartaz até o final de julho em São Paulo.&lt;br/&gt;Como nas duas primeiras partes da Trilogia, “Labirinto Reencarnado” mistura ficção com fatos um tanto indigestos da história da cidade de São Paulo. A peça narra a conturbada relação entre Ícaro, um jovem integrante da juventude hitlerista, e seu pai, Dédalo, um engenheiro português que construía manicômios e hospitais em São Paulo. A história propõe uma discussão sobre os projetos sanitaristas e o pensamento eugenista que existia na cidade nas décadas de 1930 e 40.&lt;br/&gt;O conflito familiar surge quando Dédalo, um judeu convertido cristão, vê as atrocidades cometidas pelo nazismo e passa a questionar seus valores eugenistas. O filho, no entanto, persiste em sua admiração pelos feitos de Hitler, sempre lembrando o pai de que seus ensinamentos sobre o comportamento das raças eram cada vez mais comprovados pelo que acontecia na Alemanha daquela época.&lt;br/&gt;Muito mais que um conflito de gerações, Ícaro e Dédalo representam pensamentos que ficaram apenas nas páginas dos livros de História. Por mais que a Segunda Guerra seja tema recorrente na literatura e no cinema atual, são poucos os registros da participação brasileira no assunto.&lt;br/&gt;Todos sabemos que o governo getulista teve sua parcela de envolvimento tanto com a Itália de Mussolini quanto com os Estados Unidos, e que o Brasil teve comunidades nazistas. Mas nem todos sabem que muitos acadêmicos, intelectuais, médicos e engenheiros defendiam e pesquisavam a eugenia aqui mesmo. Para se ter uma idéia, a Avenida Dr. Arnaldo e a Rua Oscar Freire, conhecidas por quem mora em São Paulo, são nomes de médicos eugenistas. E o maior número de brasileiros ligados à juventude hitlerista vivia na cidade.&lt;br/&gt;Mesmo com apenas quatro atores em cena, “Labirinto Reencarnado” consegue transpor a dimensão desse passado para o palco – aliás, um palco simples, de arena, com paredes forradas de tecido branco, simulando um quarto de manicômio. O ritmo dos diálogos é frenético, alucinado – o que pode até confundir um pouco o espectador, mas é coerente com um tema tão assustador.&lt;br/&gt;O Pessoal do Faroeste tem realizado também um ciclo de palestras sobre o assunto da peça. Todas as segundas-feiras, a partir das 15 horas, artistas e acadêmicos vão à sede do grupo debater o impacto da eugenia brasileira na saúde pública e na urbanização de São Paulo. O projeto cumpre um dos intuitos mais importantes de grupos de teatro que se propõem a discutir questões tão polêmicas: não deixar a reflexão sobre a peça morrer.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Labirinto Reencarnado (80 min.)&lt;br/&gt;Sede Faroeste. Alameda Cleveland, 677, Campos Elíseos – São Paulo.&lt;br/&gt;De sábado a segunda, 18h. A peça fica em cartaz até 28/7&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;(Foto: Lenise Pinheiro)&lt;br/&gt;(João Massaro)&lt;br/&gt;</description>
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      <title>Os Casais PerfeitosOnde como e quando as pessoas encontram o grande amor de suas vidas? Pra desvenda...</title>
      <link>http://www.menteaberta.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Mon, 9 Jun 2008 18:30:14 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.menteaberta.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;&lt;/font&gt;&lt;b&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;Os Casais Perfeitos&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Onde como e quando as pessoas encontram o grande amor de suas vidas? Pra desvendar essa pergunta, a jornalista Chris Campos entrevistou 30 casais considerados perfeitos, para tentar desvendar o mistério dessas paixões longevas. Época não ficou atrás, e fez uma lista com os 50 pares mais perfeitos da história – das pessoas que se juntaram há décadas àquelas que, mesmo há pouco tempo juntas, parecem nascidas uma para outra. Confira os eleitos:&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;10casais_menteaberta.jpg&apos; align=&quot;left&quot;/&gt;&lt;b&gt;&lt;br/&gt;1.	 Brad Pitt &amp; Angelina Jolie&lt;br/&gt; 2.	John Kennedy &amp; Jacqueline Kennedy&lt;br/&gt;3.	Jane &amp; Herondy&lt;br/&gt;4.	Nicette Bruno &amp; Paulo Goulart&lt;br/&gt;5.	Glória Pires &amp; Orlando Morais&lt;br/&gt;6.	Spencer Tracy &amp; Katharine Hepburn&lt;br/&gt;7.	Gertrude Stein &amp; Alice B. Toklas&lt;br/&gt;8.	Andreas Kisser &amp; Patrícia Kisser&lt;br/&gt;9.	Bruna Lombardi &amp; Carlos Alberto Riccelli&lt;br/&gt;10.	Débora Falabella &amp; Eduardo Hipolitho&lt;br/&gt;11.	Otaviano Costa &amp; Flavia Alessandra &lt;br/&gt;12.	Ronnie Von &amp; Cristina Von&lt;br/&gt;13.	Marina Bandeira &amp; Amyr Klink&lt;br/&gt;14.	Dolce &amp; Gabbana (Domenico Dolce &amp; Stefano Gabbana)&lt;br/&gt;15.	Willian Bonner &amp; Fátima Bernardes&lt;br/&gt;16.	André Agassi &amp; Steffi Graf &lt;br/&gt;17.	Luciano Huck &amp; Angélica&lt;br/&gt;18.	Edson Celulari &amp; Cláudia Raia&lt;br/&gt;19.	Cauã Reymond &amp; Grazi Massafera&lt;br/&gt;20.	Gloria Menezes &amp; Tarcísio Meira&lt;br/&gt;21.	Fernanda Montenegro &amp; Fernando Torres&lt;br/&gt;22.	Kurt Cobain &amp; Cortney Love&lt;br/&gt;23.	Beyoncé &amp; Jay-Z&lt;br/&gt;24.	Tom Cruise &amp; Katie Holmes&lt;br/&gt;25.	Gavin Rossdale &amp; Gwen Stefani&lt;br/&gt;26.	John Lennon &amp; Yoko Ono&lt;br/&gt;27.	Ozzy Osbourne &amp; Sharon Osbourne&lt;br/&gt;28.	Sid Vicious &amp; Nancy Spungen&lt;br/&gt;29.	Rock Hudson &amp; Doris Day&lt;br/&gt;30.	Jorge Amado &amp; Zélia Gattai&lt;br/&gt;31.	Jean Paul Sartre &amp; Simone de Beauvoir&lt;br/&gt;32.	Javier Bardem &amp; Penélope Cruz&lt;br/&gt;33.	Reese Witherspoon &amp; Jake Gyllenhaal&lt;br/&gt;34.	Matthew McConaughey &amp; Camila Alves&lt;br/&gt;35.	Federico Fellini &amp; Giulietta Masina&lt;br/&gt;36.	David Beckham &amp; Victoria Beckham&lt;br/&gt;37.	Seal &amp; Heidi Klum&lt;br/&gt;38.	Malu Mader &amp; Tony Belloto&lt;br/&gt;39.	Lampião &amp; Maria Bonita&lt;br/&gt;40.	Bonnie &amp; Clyde&lt;br/&gt;41.	Paul Newman &amp; Joanne Woodward&lt;br/&gt;42.	Humphrey Bogart &amp; Lauren Bacall&lt;br/&gt;43.	Pierre Curie &amp; Marie Curie&lt;br/&gt;44.	Amy Winehouse &amp; Blake Fielder-Civil&lt;br/&gt;45.	Felipeh Campos &amp; Rafael Scapucim&lt;br/&gt;46.	Johnny Cash &amp; June Carter Cash&lt;br/&gt;47.	Diana Krall &amp; Elvis Costello&lt;br/&gt;48.	Elza Soares &amp; Garrincha&lt;br/&gt;49.	Debbie Harry &amp; Chris Stein&lt;br/&gt;50.	Sylvia Plath &amp; Ted Hughes&lt;br/&gt;</description>
    </item>
    <item>
      <title>Paulo Coelho e Nelson Rodrigues: fato ou ficção?No livro O Mago, biografia do escritor Paulo Coelho ...</title>
      <link>http://www.menteaberta.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Sat, 31 May 2008 01:20:07 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.menteaberta.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;b&gt;Paulo Coelho e Nelson Rodrigues: fato ou ficção?&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;paulocoelho.jpg&apos; /&gt;&lt;br&gt;No livro &lt;em&gt;O Mago&lt;/em&gt;, biografia do escritor Paulo Coelho feita pelo jornalista Fernando Morais, há uma série de revelações feitas a partir de 250 horas de entrevistas com o próprio biografado, com afetos e desafetos, além de pesquisas no baú que o autor guardou lacrado desde 1995. Os baús trazem fitas e cadernos com os diários de Paulo Coelho entre 1959 e 1995. Dos 12 aos 48 anos, ele jogou todos o seu dia-a-dia ali. Um dos episódios mais interessante é o que se refere à vida sexual agitada do futuro escritor. Nos anos 60, entre muitas estripulias, fez sexo com uma aspirante a atriz na casa da tia-avó dela. O ingrediente perverso é que o casal fez sexo na frente da senhora. Esse episódio remete ao capítulo 14 do romance &lt;em&gt;O Casamento&lt;em&gt;, de Nelson Rodrigues, lançado em 1966, no auge das aventuras amorosas do jovem Paulo Coelho, então envolvido com o meio teatral. Ou foi coincidência ou Paulo Coelho se inspirou em Nelson Rodrigues para a cena amorosa descrita no livro de Fernando Morais.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Compare os dois trechos. O que você acha?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Trecho de &lt;em&gt;O Mago&lt;/em&gt;, de Fernando Morais&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;“Assim, quando surgia uma conquista inesperada, ele resolvia o problema como dava. Certa feita passou horas em preliminares amorosas com uma jovem candidata a atriz em pedalinho na lagoa Rodrigo de Freitas. Depois de uma via-sacra por inferninhos e já embalados - por álccol, pois nenhum dos dois consumia qualquer tipo de droga -, Paulo e a garota terminaram a noite fazendo sexo na casa onde ela morava com uma tia-avó. Como era um apartamento de uma única peça, divertiram-se transando diante dos olhos estatelados da anciã, surda-muda e senil - experiência, aliás, que se repetiria algumas vezes. “&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Trecho de &lt;em&gt;O Casamento&lt;/em&gt;, de Nelson Rodrigues&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;“E, súbito, o Zé Honório aperta o comutador. Uma luz forte, cruel, enche o quarto. E, com a luz até os cheiros da agonia e da morte tornaram-se mais nítidos e obsessivos. Antônio Carlos, Glorinha e Maria Inês se juntam num canto. Zé Honório, magro e de sunga, faz, lentamente, a volta da cama (a agonia tem cheiro de excremento.).&lt;br/&gt;O velho fecha os olhos. Tem cílios de piaçava como os defuntos.&lt;br/&gt;O filho põe as duas mãos na beira da cama.&lt;br/&gt;Diz, com a voz estrangulada:&lt;br/&gt;- Abre os olhos, homem.&lt;br/&gt;Nada. Glorinha pensa no pai que ela nunca vira de pijama, nem sem meias. Não conhecia os pés do pai. Sabino dormia de meias, como se achasse indignos os próprios pés. O velho continua de olhos fechados.&lt;br/&gt;Aquilo exaspera o filho:&lt;br/&gt;- Velho, você não está dormindo. Não está dormindo, nem morreu. Eu sei que tu vê e ouve. Então, escuta. Escuta o que eu vou te dizer. Esperei quinze anos por esse momento. Está ouvindo, velho?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Deita-se na cama, ao lado do doente. Fala ao seu ouvido:&lt;br/&gt; - Aqui atem duas meninas. Eu nunca, nunca, quis ser homem. Durante toda a minha vida, eu quis xoxota como as meninas, como todas as meninas. Escuta o resto.&lt;br/&gt;Pausa e continua ofegando:&lt;br/&gt;- Agora, eu vou fazer, na tua frente. Vou fazer na tua frente com um chofer de ônibus, o que eu fiz com aquele menino. Vou fazer aqui dentro. Tu vendo, vendo e ouvindo.&lt;br/&gt;O moribundo tem o perfil gelado dos mortos. Antônio Carlos aproxima-se da cama:&lt;br/&gt;- Não está morto?&lt;br/&gt;O filho pula:&lt;br/&gt;- Não, não! Que morto!&lt;br/&gt;E fala para o pai:&lt;br/&gt;- Velho, a mim você não engana. Eu te conheço. Anda, abre os olhos, abre. Não abre?Vira-se para Antônio Carlos e as meninas:&lt;br/&gt;- Querem ver, como ele abre?&lt;br/&gt;Fala de novo, ao ouvido do pai:&lt;br/&gt;- Ou tu abre os olhos ou te queimo as pestanas com esse isqueiro!&lt;br/&gt;Glorinha, crispada até o ânus, viu abrir-se aquele olho de espanto. O olho começou em Zé Honório, passou para Antônio Carlos, depois para Maria Inês e, agora, estava fixo em Glorinha.&lt;br/&gt;Zé Honório está desatinado:&lt;br/&gt;- Não olha para os outros. Oha pra mim. Cadê teu positivismo? Adiantou teu positivismo? Olha pra mim, vai olhar pra mim.&lt;br/&gt;Antônio Carlos masca o chicletes imaginário. Acaba falando:&lt;br/&gt;- Como é, Zé? Olha a hora, rapaz!&lt;br/&gt;Maria Inês sente as pernas bambas:&lt;br/&gt;- Isso está me dando dor de barriga.&lt;br/&gt;O Zé corre e abre a porta. Grita para baixo:&lt;br/&gt;- Romário, Romário! Pode vir! Vem!&lt;br/&gt;Então, Glorinha aproxima-se, lentamente, da cama. Maria Inês ainda pede:&lt;br/&gt;- Volta, volta!&lt;br/&gt;Glorinha inclina-se para o moribundo. Por um momento, olha aquela cara de agonia. Os beiços orxos, com o bigode por cima, branco de estopa suja. E, súbito, ela recua. Atraca-se a Antônio carlos, aos soluços:&lt;br/&gt;- Está chorando! Está chorando!&lt;br/&gt;O rapaz a segura pelos dois pulsos:&lt;br/&gt;- Está maluca? Quietinha!&lt;br/&gt;Maria Inês vai espiar também as lágrimas caindo.&lt;br/&gt;Glorinha esperneia:&lt;br/&gt;- Não deixa, Antônio Carlos! Não deixa! Se você é homem, quebra a cara desse cretino!&lt;br/&gt;-  Para com esse histerismo!&lt;br/&gt;Disse: &lt;br/&gt; - Se não quebrar a cara, é porque você é igual a ele, puto como ele! Seu puto!&lt;br/&gt;Zé Honório volta com Romário. É um mulato forte, lustroso, de ventas obscenas. Entra de boca aberta, olho incandescente. Tem a coxa plástica elástica, vital, como a anca de um cavalo.&lt;br/&gt;Zé Honório diz, maravilhado:&lt;br/&gt;- Está chorando! Chorando!&lt;br/&gt;Antônio Carlos solta Glorinha. Rápida, a menina o esbofeteia. Quer fugir, mas ele a subjuga. Ela trinca as palavras:&lt;br/&gt;- Você é pior do que ele! Seu nojento!&lt;br/&gt;Novamente, ele a solta e novamente ela o esbofeteia. Ela apanha de braços arriados. E, então, enlouquecida, a garota une o seu corpo ao dele, beija-o na boca:&lt;br/&gt;- Eu não quero ver! Me leva contigo! Eu não quero ver!&lt;br/&gt;Maria Inês balbucia:&lt;br/&gt;- Olha, Glorinha, olha, meu Deus!”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Luís Antônio Giron&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;</description>
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    <item>
      <title>Os games de maior sucessoComo nos cinemas, os jogos de sucesso inspiram muitas seqüencias. Só Mario,...</title>
      <link>http://www.menteaberta.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Wed, 28 May 2008 22:08:08 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.menteaberta.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;Os games de maior sucesso&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Como nos cinemas, os jogos de sucesso inspiram muitas seqüencias. Só Mario, mascote da Nintendo, estrelou mais de cinco dezenas delas. Nesta lista estão as 8 franquias de maior sucesso na história dos games. Abaixo, a lista de 100 games mais vendidos da história, por console.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;games.jpg&apos;  align=&quot;left&quot;&gt;&lt;b&gt;1. Mario&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;Com 116 aparições em jogos diferentes, Mario é o símbolo dos videogames desde sua primeira aparição no Arcade em 1982. Seus jogos venderam mais de 200 milhões de cópias. Além dos jogos de plataforma, Mario apareceu em outros gêneros, como corridas de kart, tênis e softwares educativos&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;2. Pokémon&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;Nos games portáteis da Nintendo, Pokémon vendeu mais de 40 milhões de unidades. Deu origem a 10 longas-metragens e uma série de TV de sucesso&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;3. The Sims&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;O jogo de PC mais vendido da História simula uma vida normal, dos relacionamentos amorosos à compra de móveis. Ele é jogado por 100 milhões de pessoas pelo mundo&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;4. Halo&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;i&gt;A série Halo, da Microsoft, elevou as vendas do console Xbox e de seu sucessor, o Xbox 360. Com mais de 20 milhões de cópias vendidas, Halo tornou-se um ícone da cultura pop&lt;/i&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;5. GTA&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;O novo game da série GTA, Grand Theft Auto IV, vendeu 6 milhões de cópias em uma semana – um recorde absoluto. Desde o lançamento em 1997, a série vendeu 70 milhões de cópias, apesar das polêmicas em torno de sua violência excessiva&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;6. Pac-Man&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;Os mais antigos o conhecem como &lt;br/&gt;“come-come”. Além de ser o Arcade mais famoso, Pac-Man teve 7 milhões de cópias vendidas para Atari 2600 – isso quando o mercado era infinitamente menor&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;7. Sonic&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;O porco-espinho azul da Sega vendeu mais de 40 milhões de cópias em seus games e já apareceu em todas as plataformas, inclusive celulares&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;8. Gran Turismo&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;Tido como o mais impiedoso simulador de corridas nos consoles, a série Gran Turismo, para PlayStation, é o game de corrida mais vendido da História, com 50 milhões de cópias. Em 2008, chega ao PS3&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A lista suplementar de jogos mais vendidos por console, cronologicamente.&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Extra: Os games mais revolucionários e invadores recebem um comentário específico em itálico&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Atari 2600&lt;/b&gt; (1977-1983) &lt;br/&gt;Pac-Man (7 milhões) &lt;br/&gt;Pitfall! (4 milhões) &lt;br/&gt;Missile Command (2.5 milhões) &lt;br/&gt;Demon Attack (2 milhões) &lt;br/&gt;E.T. the Extra-Terrestrial (1.5 milhões) &lt;br/&gt;&lt;i&gt;Este game é considerado o responsável pela quebra da indústria dos games em 1983. O jogo era tão ruim que colocava o E.T. de Spielberg num cenário baseado no Parthenon grego. O número de cópias vendidas, ao contrário do que se é levado a pensar, fez mal para a indústria: as pessoas, que compraram o game pensando no filme, decepcionadas, pararam de investir dinheiro em games. As cópias encalhadas de E.T para Atari acabaram sendo enterradas no deserto&lt;/i&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Colecovision&lt;/b&gt; (1982-1984) &lt;br/&gt;Donkey Kong (6 milhões) &lt;br/&gt;&lt;i&gt;Uma das primeiras versões caseiras do lendário game de arcade da Nintendo que marca a primeira aparição de Super Mario&lt;/i&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Xbox&lt;/b&gt; (2001-2005) &lt;br/&gt;Halo 2 (8 milhões) &lt;br/&gt;Halo: Combat Evolved (5 milhões) &lt;br/&gt;&lt;i&gt;O game que criou a imagem do Xbox e colocou a Microsoft, produtora do game, ao nível de competidora no mercado&lt;/i&gt;&lt;br/&gt;Tom Clancy&apos;s Splinter Cell (3 milhões) &lt;br/&gt;Fable (3 milhões) &lt;br/&gt;Project Gotham Racing (2.5 milhões) &lt;br/&gt;Grand Theft Auto Double Pack (1.59 milhão) &lt;br/&gt;Star Wars: Knights of the Old Republic (1.48 milhão) &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Xbox 360&lt;/b&gt; (2005-)&lt;br/&gt;Halo 3 (8.1 milhões) &lt;br/&gt;Gears of War (4.5 milhões) &lt;br/&gt;&lt;i&gt;Uma das maiores surpresas de 2006, este game exclusivo para Xbox 360 terá continuação este ano. &lt;/i&gt;&lt;br/&gt;Call of Duty 4: Modern Warfare (3.172 milhões) &lt;br/&gt;Grand Theft Auto IV (2.3 milhões) &lt;br/&gt;Forza Motorsport 2 (2.261 milhões) &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;NES&lt;/b&gt; (1984-1990)&lt;br/&gt;Super Mario Bros. (40.23 milhões) &lt;br/&gt;Super Mario Bros. 3 (18 milhões) &lt;br/&gt;&lt;em&gt;“Mario 3” para os íntimos. Este game foi lançado no auge da febre do primeiro console Nintendo. Teve até um filme de Holywood feito para promovê-lo: O Gênio do Videogame, com a então atriz mirim Jenifer Lewis, que hoje é a vocalista da banda Rilo Kiley&lt;/em&gt;&lt;br/&gt;Super Mario Bros. 2 (10 milhões) &lt;br/&gt;The Legend of Zelda (6.51 milhões)&lt;br/&gt;Zelda II: The Adventure of Link (4.38 milhões) &lt;br/&gt;Teenage Mutant Ninja Turtles (4 milhões)&lt;br/&gt;Dragon Warrior III (3.8 milhões) &lt;br/&gt;Dragon Warrior IV (3.1 milhões) &lt;br/&gt;Golf (2.46 milhões) &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;SNES&lt;/b&gt; (1990-1996) &lt;br/&gt;Super Mario World (20 milhões) &lt;br/&gt;Donkey Kong Country (8 milhões) &lt;br/&gt;&lt;i&gt;A volta triunfal de Donkey Kong, mais de 10 anos depois de sua estréia nos fliperamas. Com ajuda de uma fabulosa tecnologia 3D chamada ACM, desenvolvida pela Silicon Graphics, este game representou os melhores gráficos da era do Super Nintendo&lt;/i&gt;&lt;br/&gt;Super Mario Kart (8 milhões) &lt;br/&gt;Street Fighter II (6.3 milhões) &lt;br/&gt;The Legend of Zelda: A Link to the Past (4.61 milhões) &lt;br/&gt;Donkey Kong Country 2: Diddy&apos;s Kong Quest (4.37 milhões)&lt;br/&gt;Street Fighter II Turbo (4.1 milhões) &lt;br/&gt;Super Mario World 2: Yoshi&apos;s Island (4 milhões) &lt;br/&gt;Dragon Quest VI (3.2 milhões in Japan) &lt;br/&gt;Donkey Kong Country 3: Dixie Kong&apos;s Double Trouble! (2.89 milhões) &lt;br/&gt;Dragon Quest V (2.8 milhões) &lt;br/&gt;Final Fantasy VI (2.55 milhões) &lt;br/&gt;Final Fantasy V (2.45 milhões) &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Nintendo 64&lt;/b&gt; (1996-2001) &lt;br/&gt;Super Mario 64 (11 milhões)[43] &lt;br/&gt;Mario Kart 64 (8.47 milhões approximately)&lt;br/&gt;GoldenEye 007 (8 milhões) &lt;br/&gt;&lt;i&gt;Finalizado muito depois do filme, GoldenEye melhorou quase tudo o que era possível no gênero de tiro em primeira pessoa. O destaque era o multiplayer para quatro jogadores, revolucionário para uma época anterior às Lan houses&lt;/i&gt;&lt;br/&gt;The Legend of Zelda: Ocarina of Time (7.6 milhões) &lt;br/&gt;Super Smash Bros. (4.9 milhões) &lt;br/&gt;Diddy Kong Racing (4.434 milhões) &lt;br/&gt;Pokémon Stadium (3.871 milhões)&lt;br/&gt;Donkey Kong 64 (3.77 milhões) &lt;br/&gt;The Legend of Zelda: Majora&apos;s Mask (3.36 milhões) &lt;br/&gt;Star Fox 64 (3.325 milhões) &lt;br/&gt;Pokémon Snap (2.718 milhões) &lt;br/&gt;Perfect Dark (2.5 milhões) &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Gamecube&lt;/b&gt; (2001-2006)&lt;br/&gt;Super Smash Bros. Melee (7.09 milhões) &lt;br/&gt;&lt;i&gt;A série de luta das mascotes Nintendo começou no Nintendo 64 como um game de luta sem personagens conhecidos. &lt;/i&gt;&lt;br/&gt;Super Mario Sunshine (5.5 milhões) &lt;br/&gt;Mario Kart: Double Dash!! (4.676 milhões) &lt;br/&gt;The Legend of Zelda: The Wind Waker (3.07 milhões) &lt;br/&gt;Luigi&apos;s Mansion (2.539 milhões) &lt;br/&gt;Animal Crossing (2.321 milhões) &lt;br/&gt;Mario Party 4 (2.003 milhões approximately) &lt;br/&gt;Metroid Prime (2 milhões) &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Wii&lt;/b&gt; (2006-)&lt;br/&gt;Wii Sports (21.56 milhões) &lt;br/&gt;&lt;i&gt;O revolucionário game de esportes que trouxe a gesticulação para a experiência virtual. Com o controle do Wii, é possível emular um bastão num game de beisebol, como luvas de boxe no ringue, taco de golfe e o que mais os criadores de games imaginarem&lt;/i&gt;&lt;br/&gt;Wii Play (11.51 milhões) &lt;br/&gt;Super Mario Galaxy (6.1 milhões) &lt;br/&gt;Mario Party 8 (4.86 milhões) &lt;br/&gt;Super Smash Bros. Brawl (4.85 milhões) &lt;br/&gt;The Legend of Zelda: Twilight Princess (4.52 milhões) &lt;br/&gt;Mario &amp; Sonic at the Olympic Games (3.4 milhões) &lt;br/&gt;Mario Kart Wii (2.389 milhões) &lt;br/&gt;Super Paper Mario (2.28 milhões) &lt;br/&gt;Big Brain Academy: Wii Degree (2.26 milhões) &lt;br/&gt;Wii Fit (2.074 milhões) &lt;br/&gt;Guitar Hero III: Legends of Rock (2 milhões)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Gameboy&lt;/b&gt; (1989-2001) &lt;br/&gt;Tetris (33 milhões) &lt;br/&gt;Pokémon Red, Blue, and Green (20.08 milhões) &lt;br/&gt;Pokémon Gold and Silver (14.51 milhões approximately)&lt;br/&gt;Pokémon Gold (7.15 milhões) &lt;br/&gt;Pokémon Silver (7.36 milhões)&lt;br/&gt;Super Mario Land (14 milhões) &lt;br/&gt;Pokémon Yellow: Special Pikachu Edition (8.26 milhões) &lt;br/&gt;&lt;i&gt;A febre Pokémon era tão grande que um game idêntico aos anteriores vendeu tudo isso só porque tinha um personagem extra: o ratinho elétrico Pikachu&lt;/i&gt;&lt;br/&gt;The Legend of Zelda: Link&apos;s Awakening (6.05 milhões) &lt;br/&gt;The Legend of Zelda: Oracle of Ages (3.96 milhões) &lt;br/&gt;The Legend of Zelda: Oracle of Seasons (3.96 milhões)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Gameboy Advance&lt;/b&gt; (2001-2005) &lt;br/&gt;Pokémon Ruby and Sapphire (13 milhões) &lt;br/&gt;&lt;i&gt;Considerado o melhor game da franquia, Pokémon Ruby and Sapphire inovou ao trazer mais elementos de RPG para a mecânica de jogo&lt;/i&gt;&lt;br/&gt;Pokémon FireRed and LeafGreen (11.82 milhões)&lt;br/&gt;Pokémon Emerald (6.32 milhões) &lt;br/&gt;Super Mario World: Super Mario Advance 2 (4.079 milhões) &lt;br/&gt;Super Mario Advance (3.738 milhões) &lt;br/&gt;Super Mario Advance 4: Super Mario Bros. 3 (3.598 milhões) &lt;br/&gt;Mario Kart Super Circuit (3.468 milhões) &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Nintendo DS&lt;/b&gt; (2005) &lt;br/&gt;Nintendogs (18.67 milhões) &lt;br/&gt;&lt;i&gt;Quando Shigeru Miyamoto, criador de Mario, comprou um cãozinho, teve a idéia de um game de adestração de filhotes. O portátil da Nintendo até recebe comandos de voz para os cachorros, como “senta” e “rola”&lt;/i&gt; &lt;br/&gt;Pokémon Diamond and Pearl (14.77 milhões) &lt;br/&gt;New Super Mario Bros. (14.16 milhões) &lt;br/&gt;Brain Age: Train Your Brain in Minutes a Day! (12.98 milhões) &lt;br/&gt;Brain Age 2: More Training in Minutes a Day! (10.83 milhões) &lt;br/&gt;Mario Kart DS (10.45 milhões) &lt;br/&gt;Animal Crossing: Wild World (9.53 milhões) &lt;br/&gt;Super Mario 64 DS (6.12 milhões) &lt;br/&gt;Big Brain Academy (5.01 milhões)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Mega Drive&lt;/b&gt; (1988-1995) &lt;br/&gt;Sonic the Hedgehog 2 (6 milhões) &lt;br/&gt;Sonic the Hedgehog (4 milhões) &lt;br/&gt;O conceito da criação de Sonic foi o de um animal veloz que mostrasse o poderio do então recém-lançado Mega Drive, duas vezes mais potente que o NES&lt;br/&gt;Aladdin (4 milhões) &lt;br/&gt;NBA Jam (1.93 milhão in US) &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Dreamcast&lt;/b&gt; (1999-2001) &lt;br/&gt;Sonic Adventure (2.5 milhões) &lt;br/&gt;Soulcalibur (1.3 milhão) &lt;br/&gt;&lt;i&gt;Considerado o melhor game de luta de todos os tempos, Soulcalibur foi relançado na rede Xbox Live&lt;/i&gt;&lt;br/&gt;Crazy Taxi (1.225 milhão) &lt;br/&gt;Shenmue (1.2 milhão) &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;PlayStation&lt;/b&gt; (1995-2000) &lt;br/&gt;Gran Turismo (10.85 milhões) &lt;br/&gt;Final Fantasy VII (9.8 milhões) &lt;br/&gt;Gran Turismo 2 (9.37 milhões) &lt;br/&gt;Tomb Raider II (8 milhões) &lt;br/&gt;Metal Gear Solid (7 milhões) &lt;br/&gt;&lt;i&gt;O primeiro flerte entre narrativa cinematográfica e o universo dos games a dar certo. Com centenas de horas de diálogos interpretados por atores famosos e trama de espionagem, este game acaba de chegar aos PlayStation 3 em sua quarta versão&lt;/i&gt;&lt;br/&gt;Tomb Raider (7 milhões) &lt;br/&gt;Crash Bandicoot (6.8 milhões) &lt;br/&gt;Final Fantasy VIII (6 milhões) &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;PlayStation 2&lt;/b&gt; (2000)&lt;br/&gt;Grand Theft Auto: Vice City (17.5 milhões) &lt;br/&gt;Gran Turismo 3: A-Spec (14.89 milhões) &lt;br/&gt;Grand Theft Auto III (14.5 milhões) &lt;br/&gt;&lt;i&gt;O primeiro game da polêmica e excelente série Grand Theft Auto a ter um ambiente tridimensional. Pela primeira vez, o jogador podia escolher o que fazer na ordem que quisesse, quebrando a o ritmo linear dos games&lt;/i&gt;&lt;br/&gt;Grand Theft Auto: San Andreas (12 milhões) &lt;br/&gt;Gran Turismo 4 (10.06 milhões) &lt;br/&gt;Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty (7 milhões) &lt;br/&gt;Final Fantasy X (6.6 milhões) &lt;br/&gt;Final Fantasy XII (5.2 milhões) &lt;br/&gt;Kingdom Hearts (4.68 milhões) &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;PlayStation 3&lt;/b&gt; (2006-)&lt;br/&gt;MotorStorm (3 milhões) &lt;br/&gt;&lt;i&gt;Realismo numa corrida de carros, motos e caminhões, mas sem grande brilho. O PlayStation 3 ainda espera o seu grande hit&lt;/i&gt;&lt;br/&gt;Resistance: Fall of Man (2.5 milhões) &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;PSP&lt;/b&gt; (2005-)&lt;br/&gt;Grand Theft Auto: Vice City Stories (4.5 milhões)&lt;br/&gt;&lt;i&gt;Monster Hunter Freedom 2 (2.15 milhões)&lt;br/&gt;Um game RPG que mistura Pokémon e o clima de filmes sombrios de terror. É um sucesso absurdo atualmente no Japão, onde é o game mais vendido há meses&lt;/i&gt;&lt;br/&gt;Monster Hunter Portable 2nd G (2.045 milhões)&lt;br/&gt;Daxter (2 milhões)&lt;br/&gt;</description>
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      <title>Saramago chora ao ver BlindnessApós resistir durante muito tempo antes de vender os direitos do livr...</title>
      <link>http://www.menteaberta.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Mon, 26 May 2008 15:26:41 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.menteaberta.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;Saramago chora ao ver &lt;i&gt;Blindness&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;blindness_01.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Após resistir durante muito tempo antes de vender os direitos do livro &lt;i&gt;Ensaio sobre a Cegueira &lt;/i&gt; para o cinema, o escritor português José Saramago cedeu aos encantos do diretor brasileiro Fernando Meirelles. E gostou do resultado. Reagiu emocionado à projeção do filme, que tem Julianne Moore (foto) no elenco, no dia 17, em Lisboa. Meirelles, por sua vez, não escondeu sua empolgação quando viu o prêmio Nobel de literatura derramar lágrimas diante dos créditos do seu longa-metragem. A cena foi flagrada pelo filho do cineasta, Quico Meirelles. &lt;br/&gt;Assista ao &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=Y1hzDzAvJOY&quot; target=&quot;BLANK&quot;&gt;vídeo&lt;/a&gt;. &lt;br/&gt;&lt;b&gt;(Gisela Anauate)&lt;/b&gt;</description>
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      <title>Um parágrafo para Wander Taffo  Eu conheci o guitarrista Wander Taffo, que faleceu ontem de parada c...</title>
      <link>http://www.menteaberta.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Fri, 16 May 2008 16:49:27 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.menteaberta.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;Um parágrafo para Wander Taffo&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;2_456.jpg&apos; /&gt; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Eu conheci o guitarrista Wander Taffo, que faleceu ontem de parada cardíaca fulminante, quando estudei na sua escola de música, o IG&amp;T. Aos 13 ou 14 anos, eu era, como tantos, um aspirante a bom músico, e ele, um dos maiores guitarristas da história do Brasil. Durante esse período, estive em sua companhia algumas poucas vezes. Alguns anos depois de deixar o IG&amp;T, o encontrei por acaso numa academia de ginástica. Eu, obviamente, lembrei dele; ele, obviamente, não lembrou de mim. Havia muitos alunos, era compreensível. Mas nós conversamos. Ele foi o mesmo cara, humilde e carinhoso, até mesmo com um ilustre desconhecido. Meninos, eu vi o Wander Taffo tocando na minha frente, do meu lado, despretensiosamente, no quintal da casa onde era o IG&amp;T. Tocando e conversando. Como muita gente não consegue tocar em estado de total concentração, ele tocava batendo papo. E se expressava melhor tocando do que falando. E eu não posso deixar de pensar que, se existe uma entrevista com Deus quando se morre, Wander Taffo devia respondê-la com um solo de guitarra.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Emir Ruivo</description>
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      <title>Beatles Bootleg Fui ver os Beatles esta noite. Opa, deixa eu começar de novo: embora por alguns pouc...</title>
      <link>http://www.menteaberta.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Fri, 16 May 2008 16:48:50 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.menteaberta.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;Beatles Bootleg&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src=&apos;BootlegBeatles.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Fui ver os Beatles esta noite. Opa, deixa eu começar de novo: embora por alguns poucos momentos eu acreditasse estar vendo os Beatles num grande clube vazio, fui ao Credicard Hall ver os Beatles Bootlegs, a banda imitadora dos Fab Four mais respeitada do mundo (segundo Diego Palomino, um dos três amigos que foram comigo).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; O show é musical e teatral. As músicas são quase sempre apresentadas em ordem cronológica e o figurino, o jeito de falar e de dançar acompanham esta ordem.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Depois de uma vinheta no telão, os Bootlegs começaram imitando o show de 1965 no Shea Stadium, em Nova Iorque. Tocaram de She Loves You a Taxman. O &quot;Bootleg-John&quot;, que não se apresentou em momento algum (aliás, eles apresentam todos os músicos que os acompanham mas não apresentam a si próprios) fez aquela famosa brincadeira em que John Lennon pede para o público bater os pés. &quot;Step your feet&quot;, diz, imitando uma pessoa com problemas mentais. Pouco depois disso, teve o &quot;Bootleg-Paul&quot; fazendo Yesterday, sozinho no palco, com introdução do &quot;Bootleg-George&quot;, como na premiére da música.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O show seguiu com o figurino à la Sgt. Peppers e logo depois, Magical Mystery Tour, dividindo em duas fases o que na verdade é, do ponto de vista musical, uma fase só. Neste momento, eles tocaram Hello Goodbye, Penny Lane, Strawberry Fieds Forever e a Day In The Life magestosamente, além das músicas-tema.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Depois veio a fase Álbum Branco/Let It Be/Abbey Road. O &quot;Bootleg-George&quot;, que às vezes parecia mais o &quot;Bootleg-Toni-Iommi&quot; teve que trabalhar mais neste momento do show. Eles tocaram Something, Here Comes The Sun e While My Guitar Gently Weeps nesta ordem, exatamente oposta ao lançamento das músicas. E fecharam o show com Hey Jude.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Isso, antes do bis. Esse momento, aliás, teve uma coisa que eu nunca tinha visto: o violoncelista nem fingiu que o show tinha acabado como todos os outros e ficou no palco, esperando o &quot;Bootleg-John&quot; voltar para a primeira música do bis. O &quot;Bootleg John&quot;, então, voltou ao palco e tocou Imagine, a única música não-Beatle do show (fora 20 segundos de Brown Sugar dos Rolling Stones). Disse o &quot;Bootleg-Beatle&quot; que foi aniversário de composição, gravação, lançamento, ou qualquer coisa assim. E fecharam com Twist And Shout.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; Resumindo: é um bom show. Os músicos são ótimos e o show teve poucos erros. Todos eles imitam bem os Beatles na forma de tocar - em lapsos, dá para ter a ilusão de estar assistindo aos Beatles, juro. O &quot;Bootleg-Paul&quot; e o &quot;Bootleg-John&quot; são fisicamente parecidos com os originais, além de serem ótimos imitadores da voz, do sotaque, do jeito de falar, de se mexer, de dançar, de fazer piada, de rir, de sorrir. Apenas não cantam tão bem quanto. &quot;Bootleg-Ringo&quot; e &quot;Bootleg-George&quot; são menos parecidos fisicamente, me pareceram imitadores inferiores, mas cumprem bem seus papéis.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Eu nunca imaginei que eu pudesse me divertir tanto assistindo a uma banda cover.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;(Emir Ruivo)</description>
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      <title>O novo de Indiana é criticado na blogosferaSegredo bem guardado pelo diretor Steven Spielberg, o nov...</title>
      <link>http://www.menteaberta.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Mon, 12 May 2008 20:29:00 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.menteaberta.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;O novo de Indiana é criticado na blogosfera&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Segredo bem guardado pelo diretor Steven Spielberg, o novo filme da série Indiana Jones – &lt;i&gt;O Reino da Caveira de Cristal&lt;/i&gt; – parece ter vazado na internet. Prevista para estrear no festival de Cannes no dia 18 de maio, a nova aventura tem sido alvo de críticas anônimas na internet.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Algumas dizem que a trama é previsível e que os efeitos especiais são baratos. Outras, menos ácidas, parabenizam a produção pelas cenas de ação, fiéis ao estilo consagrado nas três primeiras partes da seqüência.   &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Spielberg minimiza a importância das avaliações negativas, mas mostra-se preocupado com a possibilidade de os blogueiros revelarem detalhes decisivos da trama.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para os executivos de Hollywood, as críticas na internet são uma preocupação já há algum tempo, especialmente no verão, quando saem filmes de ação direcionados a um público que ama heróis tanto quanto computadores. Mas, ao que parece, uma crítica negativa pode ter um efeito positivo na bilheteria do filme. “As pessoas querem saber o que foi feito com os seus personagens favoritos”, diz Chris Aronson, do estúdio 20th Century Fox. Isso levanta a suspeita de que a própria Paramount tenha vazado o filme.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O porta-voz de Steven Spielberg e do estúdio, Marvin Levy, afirma que o diretor só não deseja que as críticas estraguem o prazer dos milhões de fãs que aguardam o filme ansiosamente. “Ele quer que as pessoas, inclusive os críticos, vão aos cinemas e aproveitem as surpresas do filme”, diz.  &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Assista ao trailer oficial do lançamento.&lt;br/&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/UsGaB52hfjc&amp;hl=en&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; wmode=&quot;transparent&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;355&quot;&gt;&lt;/embed&gt;</description>
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      <title>Às portas da menteFelipe Hirsch, um dos mais inventivos diretores do teatro atual, resolveu montar u...</title>
      <link>http://www.menteaberta.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Mon, 12 May 2008 15:40:46 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.menteaberta.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;&lt;b&gt;Às portas da mente&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;_barbaazul.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Felipe Hirsch, um dos mais inventivos diretores do teatro atual, resolveu montar uma ópera. Escolheu O Castelo de Barba-Azul, um sombrio clássico da ópera moderna. Escrita por Béla Balázs e musicada por Béla Bartok, uma dupla de amigos húngaros, no início do século XX, a história foi baseada na peça &lt;i&gt;Ariane et Barbe-Bleu&lt;/i&gt;, do autor belga Maurice Maeterlinck. No enredo, a quarta esposa do duque Barba-Azul (que ganhou, na ópera, o nome de Judite), entra em seu castelo e depara com sete portas. Ela abre uma por uma, descobrindo cenas espantosas do passado cruel do marido. A origem do tirano personagem que matava suas esposas está no conto de Charles Perrault, &lt;a href=&quot;http://gallica2.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k1082123 &quot; target=&quot;BLANK&quot;&gt;“La barbe bleue” &lt;/a&gt; . &lt;br/&gt;A montagem moderníssima de Felipe Hirsch estreou em 2006 em Belo Horizonte, e agora está em cartaz no Theatro Municipal, em São Paulo. No papel dos protagonistas, está a soprano brasileira Céline Imbert e o baixo-barítono americano Stephen Bronk. A direção musical ficou a cargo de Rodrigo de Carvalho, que rege a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo. Daniela Thomas assina o cenário, que combina sete portas levadiças, espelhos e projeções. A cada porta aberta, se revela um impressionante jogo de sombras e cor, que evocam imagens de sonho. Quando Judite abre a porta que dá para os tesouros de Barba-Azul, por exemplo, o palco é coberto de cifras projetadas (foto). O cenário expõe lindamente o simbolismo da história: as portas permitem que Judite vislumbre inconsciente do misterioso duque, além de mergulhar em sua própria mente. No fim, Judite, assim como as outras esposas, vai se tornar mais uma lembrança, presa na imaginação de Barba-Azul. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Serviço:&lt;br/&gt;O Castelo do Barba-Azul&lt;br/&gt;Dias 13, 15 e 17 de maio, às 20h30.&lt;br/&gt;Theatro Municipal. Praça Ramos de Azevedo s/no, Centro, São Paulo. &lt;br/&gt;Telefone: (11) 3223-3022. De R$ 40 a R$ 10. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;(Gisela Anauate)&lt;/b&gt;</description>
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      <title>As 100 melhores sériesA revista Monet perguntou aos seus leitores em sua página na internet: qual é ...</title>
      <link>http://www.menteaberta.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Fri, 9 May 2008 20:57:11 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.menteaberta.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;&lt;b&gt;As 100 melhores séries&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A revista Monet perguntou aos seus leitores em sua página na internet: qual é o melhor seriado de todos os tempos? Adiantamos aqui alguns dos preferidos da audiência em um resultado parcial. A lista final, com todos os vencedores, você pode conferir na edição da Monet que chega às bancas no dia 25.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A sua série favorita está na lista? Qual é a melhor de todas, em sua opinião? Deixe seu comentário.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;521_lista_series.jpg&apos; align=&quot;left&quot; /&gt;Lost&lt;br/&gt;Friends&lt;br/&gt;Doctor Who&lt;br/&gt;Guerra, Sombra e Água Fresca&lt;br/&gt;Jeannie é um Gênio&lt;br/&gt;Monk&lt;br/&gt;Papai Sabe Tudo&lt;br/&gt;O toque de um anjo&lt;br/&gt;Super-máquina&lt;br/&gt;Demônios da noite - Kolchak&lt;br/&gt;A noviça voadora&lt;br/&gt;A pantera cor-de-rosa&lt;br/&gt;Armação Ilimitada&lt;br/&gt;O incrível Hulk&lt;br/&gt;Os Jetsons&lt;br/&gt;Perry Mason&lt;br/&gt;Queer as Folk&lt;br/&gt;Family Guy (Uma Família da Pesada)&lt;br/&gt;That´s 70 Show&lt;br/&gt;A Gata e o Rato&lt;br/&gt;A Grande Família (atual)&lt;br/&gt;A Feiticeira&lt;br/&gt;Prison Break&lt;br/&gt;Smallville&lt;br/&gt;Six Feet Under&lt;br/&gt;Além da Imaginação&lt;br/&gt;Gilmore Girls&lt;br/&gt;Chaves&lt;br/&gt;Perdidos no Espaço&lt;br/&gt;The O.C.&lt;br/&gt;Charmed&lt;br/&gt;Agente 86&lt;br/&gt;Barrados no Baile (Beverly Hills 90210)&lt;br/&gt;Bonanza&lt;br/&gt;Grey´s Anatomy&lt;br/&gt;Sex &amp;  the City&lt;br/&gt;Arquivo X&lt;br/&gt;Simpsons&lt;br/&gt;E.R.&lt;br/&gt;Heroes&lt;br/&gt;Supernatural&lt;br/&gt;Anos Incríveis&lt;br/&gt;Ally MacBeal&lt;br/&gt;CSI - Miami&lt;br/&gt;Battlestar Galactica&lt;br/&gt;Dawnson´s Creek&lt;br/&gt;Esquadrão Classe A&lt;br/&gt;My Name is Earl&lt;br/&gt;The Nanny&lt;br/&gt;La Femme Nikita&lt;br/&gt;Um Amor de Família&lt;br/&gt;House&lt;br/&gt;Seinfeld&lt;br/&gt;24 Horas&lt;br/&gt;Jornada na Estrelas&lt;br/&gt;McGyver (Profissão Perigo)&lt;br/&gt;CSI&lt;br/&gt;Twin Peaks&lt;br/&gt;Sopranos&lt;br/&gt;Waltons&lt;br/&gt;Buffy, a caça-vampiros&lt;br/&gt;Batman&lt;br/&gt;Dallas&lt;br/&gt;Desesperate Housewives&lt;br/&gt;Dexter&lt;br/&gt;Roma&lt;br/&gt;Two and a Half Man&lt;br/&gt;Ultraman&lt;br/&gt;Veronica Mars&lt;br/&gt;Will &amp; Grace&lt;br/&gt;CHiPs&lt;br/&gt;Cold Case&lt;br/&gt;Babylon 5&lt;br/&gt;Super-homem (1960)&lt;br/&gt;Mulher Maravilha&lt;br/&gt;O Fugitivo&lt;br/&gt;O Homem de Seis Milhões de Dólares (Cyborg)&lt;br/&gt;O Prisioneiro&lt;br/&gt;Os Intocáveis&lt;br/&gt;Os Normais&lt;br/&gt;The Mary Tyler Moore Show&lt;br/&gt;Hannah Montana&lt;br/&gt;Jack and Bob&lt;br/&gt;Jericho&lt;br/&gt;Kyle XY&lt;br/&gt;Alf&lt;br/&gt;Black Kamen Raider&lt;br/&gt;Bones&lt;br/&gt;Everwood&lt;br/&gt;Everybody Loves Raymond&lt;br/&gt;Família Addams&lt;br/&gt;Felicity&lt;br/&gt;My Wife And Kids&lt;br/&gt;Inspetor MaiGret&lt;br/&gt;Kung Fu&lt;br/&gt;Law &amp; Order&lt;br/&gt;Law &amp; Order - Criminal Intent&lt;br/&gt;Mad About You&lt;br/&gt;Missão Impossível&lt;br/&gt;Monkees&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description>
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      <title> 50 músicas para soltar a frangaComo definir música gay? Aquela feita por artistas homossexuais? Ou ...</title>
      <link>http://www.menteaberta.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Thu, 1 May 2008 16:16:11 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.menteaberta.globolog.com.br/&quot;&gt; &lt;img src=&apos;montagem_musica.jpg&apos; align=&quot;left&quot;/&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;&lt;b&gt;50 músicas para soltar a franga&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Como definir música gay? Aquela feita por artistas homossexuais? Ou as que tratam em suas letras de temas ligados à cultura GLS? Ou, simplesmente, as músicas de artistas tão idolatrados pela maioria do público homossexual que se tornaram verdadeiros símbolos da cultura gay contemporânea? Época elaborou uma lista levando em conta tudo isso, e elegeu os 50 hits que fazem o público GLS soltar a franga nas pistas de dança do mundo. Abaixo, você confere a lista completa das músicas mais gays de todos os tempos. Entre, opine, dê sugestões e caia na dança.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&gt;&lt;b&gt;1. ABBA &lt;/b&gt; – “Dancing Queen”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;2. Village People &lt;/b&gt; – “YMCA” &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;3. Gloria Gaynor&lt;/b&gt; – “I Will Survive” &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;4. The Weathergirls &lt;/b&gt; – “It´s Raining Men”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;5. Madonna &lt;/b&gt; – “Vogue”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;6. Kylie Minogue &lt;/b&gt; – “Your Disco Needs You” &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;7. Olivia Netwon-John &lt;/b&gt; – &quot;Xanadu&quot; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;8. Frenéticas &lt;/b&gt; – Dancing Days &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;9. Cher &lt;/b&gt; – &quot;Believe&quot; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;10. Pet Shop Boys &lt;/b&gt; – &quot;Go West&quot; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;11. Alicia Bridges&lt;/b&gt; – &quot;I Love The Nightlife&quot; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;12. Gloria Gaynor &lt;/b&gt; – &quot;I Am What I Am&quot; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;13. Diana Ross &lt;/b&gt; – &quot;I´m Coming Out&quot; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;14. Bronski Beat &lt;/b&gt; – &quot;Smalltown Boy&quot; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;15. Judy Garland &lt;/b&gt; – &quot;Over The Rainbow&quot; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;16. Village People &lt;/b&gt; – &quot;Macho Man&quot; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;17. Frankie Goes To Hollywood&lt;/b&gt; – &quot;Relax&quot; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;18. Village People &lt;/b&gt; – &quot;In The Navy&quot; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;19. Coming Out Crew &lt;/b&gt; – &quot;Free, Gay And Happy&quot; &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;20. Dolly Parton&lt;/b&gt; – &quot;9 to 5&quot;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;21. Queen &lt;/b&gt; – “I Want To Break Free”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;22. Sister Sledge &lt;/b&gt; – “We Are Family”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;23. Whitney Houston&lt;/b&gt; – “I Wanna Dance With Somebody (Who Loves Me)”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;24. Barbara Streisand and Donna Summer &lt;/b&gt; – “No More Tears”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;25. Ney Matogroso &lt;/b&gt; – “O Vira”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;26. Rosana &lt;/b&gt; – O Amor e o Poder (Como uma deusa)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;27. Blondie &lt;/b&gt; – “Heart of Glass”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;28. Cyndi Lauper &lt;/b&gt; – “Girls Just Wanna Have Fun”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;29. Madonna &lt;/b&gt; – “Express Yourself”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;30. Scissors Sisters &lt;/b&gt; – “I Don’t Feel Like Dancing”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;31. Heather Small &lt;/b&gt; – “Proud”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;32. Sylvester &lt;/b&gt; – “You Make Me Feel Mighty Real”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;33. Peter Allen &lt;/b&gt; – “I Go To Rio”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;34. Belinda Carlisle &lt;/b&gt; – “Summer Rain”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;35. Boy Ge&lt;/b&gt;orge – “Karma Cameleon”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;36. Donna Summer &lt;/b&gt; – “I Feel Love”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;37. George Michael &lt;/b&gt; – “Outside”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;38. Pepeu Gomes &lt;/b&gt; – Masculino e feminino&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;39. Paul Lekakis &lt;/b&gt; – “Boom Boom (Let’s Go Back To My Room)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;40. Wham &lt;/b&gt; – “Wake Me Up Before You Go-Go”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;41. Chaka Kham &lt;/b&gt; – “I’m Every Woman”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;42. Culture Club&lt;/b&gt; – “Do You Really Want To Hurt Me”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;43. KD Lang &lt;/b&gt; – “Constant Craving”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;44. RuPaul &lt;/b&gt; – “Supermodel (You Better Work)”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;45. Cher&lt;/b&gt; – “Strong Enough”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;46. Deborah Harry &lt;/b&gt; – “I Want That Man”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;47. Diana Ross &lt;/b&gt; – “Chain Reaction”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;48. Pet Shop Boys &lt;/b&gt; – “New York City Boy”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;49. Dead or Alive &lt;/b&gt; – “You Spin Me (Like A Record)”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;50. Elton John and George Michael&lt;/b&gt; – “Don’t Let The Sun Go Down On Me”</description>
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      <title>Babados e castanholasO Ballet Nacional de Espanha trouxe ao Brasil toda a dramaticidade da dança esp...</title>
      <link>http://www.menteaberta.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Thu, 1 May 2008 12:35:27 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.menteaberta.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;&lt;b&gt;Babados e castanholas&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;ballet_espanha.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O Ballet Nacional de Espanha trouxe ao Brasil toda a dramaticidade da dança espanhola. E sem deixar de exibir uma apurada técnica de balé clássico. A combinação feliz que o grupo apresentou em São Paulo esta semana se repete hoje, dia 1o de maio, no Rio. As duas coreografias do espetáculo, Aires de Villa y Corte e La Leyenda, foram criadas pelo diretor do balé, José Antonio. A primeira se passa na Madri do século XIX. Os bailarinos interpretam a nobreza e o povo, batendo castanholas enquanto executam os passos de balé clássico. O acordo entre tradições diferentes da dança fica surpreendentemente harmonioso. Mas a segunda parte é ainda mais bonita. La Leyenda é uma homenagem à cigana Carmen Amaya, uma das mais importantes dançarinas de flamenco da história. A coreografia é cheia de movimentos fortes, ombros que balançam, pés que sapateiam. Uma bailarina vestida com trajes masculinos – como a própria Carmen fazia, nos anos 40 e 50 – dá uma graça especial ao rebolado rígido do flamenco dançado pelos homens. No fim, Carmen Amaya é vivida por duas bailarinas, que usam o tradicional “rabo” sevilhano, feito de babados (foto). Mas babado mesmo fica o espectador. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Serviço:&lt;br/&gt;Dia 1º de maio, às 16h30 e às 20h30&lt;br/&gt;Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Pça. Floriano, s/n, Centro, RJ &lt;br/&gt;Preço: de R$ 50 a R$ 900 &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;(Gisela Anauate)&lt;/b&gt;</description>
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      <title>30 anedotas de MachadoMachado de Assis (1839 - 1908), o maior escritor que o Brasil já conheceu, é c...</title>
      <link>http://www.menteaberta.globolog.com.br</link>
      <pubDate>Sat, 26 Apr 2008 00:00:00 BRT</pubDate>
      <description>&lt;base href=&quot;http://www.menteaberta.globolog.com.br/&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;30 anedotas de Machado&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;519_lista02_220x300.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Machado de Assis (1839 - 1908), o maior escritor que o Brasil já conheceu, é cheio de mistérios. Eles continuam estimulando os críticos, que tentam entender seu estilo único e captar suas ironias. Machado ainda tinha uma vida pessoal reservada, deixando biógrafos atordoados. Esta lista de ÉPOCA foi baseada no Almanaque Machado de Assis (Record, 320 págs., R$50), de Luiz Antonio Aguiar, que reuniu os fatos mais curiosos que já foram descobertos - ou talvez inventados - sobre o escritor.  &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;img src=&apos;519_lista01_125x170.jpg&apos; /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;1. Machado de Assis dividia com José de Alencar o posto de romancista mais popular do Brasil. Ele vendia 2 mil exemplares por edição no Rio de Janeiro, quando a cidade tinha 300 mil habitantes. É a média de venda de um escritor atual - e no Brasil inteiro, que conta uma população de 184 milhões.  &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;2. Ele sofria de epilepsia, era gago, e tinha uma infecção crônica nos olhos.  &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;3. A prosa de Machado de Assis é dividida pelos críticos em duas fases: uma é marcada pelo Romantismo e dura até a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas. O romance, narrado por um “defunto autor”, marca o estilo irônico e único que o consagraria. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;4. Seu romance mais traduzido no exterior é justamente Memórias Póstumas de Brás Cubas. Em inglês, o título virou Epitaph for a Small Winner (epitáfio para um vencedor medíocre) e, em dinamarquês, En Vranten Herres Betragtninger (considerações de um rabugento).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;5. Carolina Augusta Xavier de Novais, uma portuguesa que chegou ao Brasil em 1866, foi o grande amor de Machado. Segundo biógrafos, ela seria uma grande conhecedora de literatura. Alguns até dizem que ela ajudava o marido na revisão da gramática dos originais. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;6. Rei absoluto dos vestibulares, Machado provavelmente nunca foi à escola. Foi alfabetizado pela mãe e pelos livros. Aos 20 anos, lia em francês. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;7. Quando tinha 18 anos, o escritor trabalhou como tipógrafo, mas às vezes largava a prensa para ler um livro escondido. Conta-se que ele foi denunciado ao diretor da Tipografia Nacional, Manuel Antônio de Almeida (autor de Memórias de um Sargento de Milícias). Mas o escritor teria simpatizado com o leitor compulsivo. E não só o impediria de ser demitido como lhe daria um aumento.   &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;8. O educador Lourenço Filho (1897 - 1970) fez um levantamento de todo o vocabulário usado em Dom Casmurro. Concluiu que, com menos de 2 mil palavras diferentes, Machado escreveu uma obra-prima sobre uma relação amorosa. Só não contou se Capitu traiu ou não Bentinho. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;9. O xadrez era uma das paixões de Machado. Ele provavelmente foi iniciado no jogo pelo pianista português Artur Napoleão e freqüentava clubes para praticar. No conto “Antes que Cases”, Machado escreveu: “a vida não é um jogo de xadrez”.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;10. Às vezes, Machado usava pseudônimos para assinar seus textos. Alguns deles: Gil, João das Regras, Job, Platão... Em 1878, quando escreveu um artigo criticando os excessos naturalistas de O Primo Basílio, de Eça de Queirós, assinou como Eleazar. Mas o escritor português recebeu o recorte da crítica com o nome verdadeiro do autor. E, ofendido, respondeu. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;11. Machado leu profundamente a obra do filósofo Schopenhauer, quando ele nem estava na moda. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;12. Seu primeiro livro, Crisálidas, de poemas tipicamente românticos, não teve grande repercussão.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;13. Machado morou durante 24 anos em um sobrado na Rua Cosme Velho, nas Laranjeiras, que hoje faz parte da zona sul do Rio. Apesar dos protestos da Academia Brasileira de Letras, a casa foi demolida e deu lugar a um prédio. O condomínio ostenta uma placa: “aqui morou Machado de Assis”.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;14. Quem merece o apelido de “bruxo” não é Paulo Coelho, é Machado de Assis. Ele era chamado de “o bruxo do Cosme Velho”, já que não lhe faltavam magias e artifícios literários. Em 195, Carlos Drummond de Andrade publicou, no livro A vida passada a limpo, o poema “A um bruxo com amor”, um elogio a Machado. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;15. A família de Carolina inicialmente não aprovou sua união com Machado, que duraria 37 anos. Segundo os biógrafos, o casal era apaixonadíssimo e teve um relacionamento pacato e harmonioso. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;16. Antes de Carolina, Machado teve outras namoradas. Uma delas foi a cantora lírica italiana Augusta Candiani, 18 anos mais velha que o escritor. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;17. Um jornal fofocou sobre uma suposta relação extraconjugal de Machado com uma atriz portuguesa, quando ele já estava com Carolina. A mulher, naturalmente, ficou magoadíssima. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;18. Carolina morreu ao 69 anos, de um tumor no intestino. A morte da companheira levou Machado a escrever ao amigo Joaquim Nabuco: “Soube por algumas amigas dela de uma confidência que ela lhes fazia; dizia-lhes que preferia ver-me morrer primeiro a saber a falta maior que ela me faria. A realidade foi talvez maior que ela cuidava; a falta é enorme. Tudo isso me abafa e entristece. Acabei.”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;19. Após a morte de Carolina, as crises de epilepsia de Machado pioraram. Ele ficou abalado durante muito tempo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;20. O narrador de Dom Casmurro, Bentinho, desconfia de que sua mulher, Capitu, o traiu. Os leitores e críticos tendiam a considerá-la culpada. Essa interpretação prevaleceu até 1959, quando a americana Helen Caldwell, estudiosa de Machado, publicou um artigo no qual afirmava que era impossível determinar a culpa ou a inocência de Capitu. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;21. O estudo de Helen Caldwell, “The Brazilian Othello of Machado de Assis”, provocou rebuliço na crítica brasileira. Mesmo assim, só foi traduzido por aqui mais de 40 anos depois, com o título “O Otelo Brasileiro de Machado de Assis”, de 2002. Ele compara o romance de Machado à tragédia Otelo, de Shakespeare, em que o rei, que dá título à peça, mata a mulher Desdêmona por acreditar que ela é infiel.  &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;22. Já foi dito que Machado adorava cachorros, e recolhia vira-latas abandonados na rua. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;23. Os dois últimos romances, Esaú e Jacó e Memorial de Aires, formam um par. São, para alguns críticos, suas obras mais complexas. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;24. Machado de Assis ficou um tanto inseguro quando lançou Memorial de Aires. A crítica não se manifestou logo de cara. Mas depois elogiou. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;25. Os narradores de vários dos romances e contos de Machado de Assis fogem completamente do tradicional. Contando a história em primeira ou em terceira pessoa, muitos agem como atores, que ora põem uma máscara, ora põem outra. O leitor se pergunta: será que esse narrador é confiável? &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;26. Quando estava à beira da morte, uma amiga de Machado perguntou-lhe se queria se confessar a um padre. Ele respondeu: “Não creio. Seria uma hipocrisia”. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;27. Todas as citações bíblicas que Machado fez em seus textos foram irônicas. No conto “O enfermeiro”, ele escreveu: “Bem-aventurados os que possuem, pois eles serão consolados”. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;28. Nos cursinho pré-vestibulares, Machado de Assis é apresentado como um autor do Realismo, tendo uma primeira fase mais ligada ao Romantismo. Na verdade, é impossível enquadrar sua obra em qualquer escola literária. E é por isso que ele é genial. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;29. A cara de Machado estampou uma cédula de mil cruzados, lançada em 1987. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;30. Jean-Michel Massa, tradutor de Machado para a língua francesa, publicou a coletânea Dispersos de Machado de Assis, com textos que o autor nunca quis publicar em livro. Entre os escritos, há Magdalena, um folhetim de gosto duvidoso. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;(Gisela Anauate)&lt;/b&gt;</description>
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